Jovem denuncia transferência de foto íntima por atendente durante atendimento em loja de telefonia em SC
O caso começou quando o atendente pediu a senha do celular para acessar o aplicativo da empresa.
Um atendimento em uma loja de telefonia em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, terminou em denúncia policial após uma jovem de 20 anos afirmar que teve uma foto íntima copiada de seu celular sem autorização durante o serviço.
O caso foi registrado na última quinta-feira (11), quando ela procurou o estabelecimento para alterar o plano do telefone. Durante o procedimento, o atendente pediu a senha do aparelho sob a justificativa de necessidade de acesso ao aplicativo da empresa. A cliente informou que forneceu os dados acreditando se tratar de um procedimento padrão de atendimento.
A situação, segundo o relato da jovem, só foi percebida depois que ela deixou a loja. Já dentro do carro, o celular exibiu uma notificação indicando uma transferência de arquivos por meio de uma ferramenta de compartilhamento entre dispositivos. Ao verificar o conteúdo, ela percebeu que uma imagem íntima havia sido enviada a outro aparelho sem consentimento.
Após a descoberta, a jovem buscou apoio de familiares e de um amigo ligado à área policial, que a orientou a acionar as autoridades. A Polícia Militar foi chamada ao local e registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência, procedimento utilizado em casos considerados de menor potencial ofensivo, sem encaminhamento imediato à delegacia.
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A vítima afirmou ainda que, ao ter acesso ao aparelho do atendente na presença dos policiais, identificou a existência de outras imagens de mulheres armazenadas em uma pasta oculta, o que levantou a suspeita de que o comportamento não fosse isolado. Em seguida, ela apagou arquivos pessoais que estavam no dispositivo e formalizou o boletim de ocorrência.
Nas redes sociais, a jovem relatou estar abalada com a situação e disse que decidiu tornar o caso público como forma de alerta sobre os riscos de fornecer acesso irrestrito a aparelhos pessoais durante atendimentos.
Em posicionamento enviado ao g1, a empresa de telefonia informou que o profissional citado não integrava diretamente seu quadro de funcionários, mas atuava por meio de uma empresa parceira. A companhia afirmou que o vínculo foi encerrado assim que tomou conhecimento das denúncias, reforçou que não tolera esse tipo de conduta e declarou solidariedade à cliente.
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