Silêncio que incomoda: menino de 2 anos espancado e em estado crítico em SC tem baixa repercussão e levanta questionamentos
O caso teria ocorrido em uma aldeia indígena.
Um menino de dois anos segue internado em estado crítico na UTI Pediátrica de um hospital em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, após dar entrada com um quadro extremamente grave: fratura no crânio, lesões cerebrais e sinais de agressões espalhadas pelo corpo. Ele já está hospitalizado há sete dias.
O caso começou a ganhar novos contornos não apenas pela gravidade clínica, mas também pela forma discreta como repercutiu publicamente nos primeiros dias. Nas redes sociais, a baixa mobilização passou a ser questionada, especialmente depois que a jornalista Greice Sauer chamou atenção para o contraste entre a comoção gerada por outros episódios e o silêncio em torno da situação da criança.
Segundo informações iniciais repassadas pela família, o menino teria sofrido uma queda no banho na noite da última quinta-feira, em uma aldeia indígena em José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí. Esse relato foi o mesmo apresentado no primeiro atendimento em um hospital de Ibirama, mas acabou sendo colocado sob suspeita diante da avaliação médica e da atuação da polícia.
O que chegou aos profissionais de saúde, porém, não se encaixava em um acidente doméstico. Os exames apontaram fratura craniana, lesão cerebral, hematomas em diferentes regiões do corpo e alterações hepáticas significativas. A criança também apresentava sinais compatíveis com possível desnutrição e respondia apenas a estímulos dolorosos.
Com o agravamento do quadro, o menino foi transferido para unidades de maior complexidade até chegar a Jaraguá do Sul, onde precisou ser intubado após crises convulsivas. Exames neurológicos indicaram estado gravíssimo e levantaram a hipótese de que parte das lesões pudesse ter ocorrido anteriormente.
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O Hospital Jaraguá informou que a internação ocorreu na madrugada de sábado (13), às 3h16, e que, apesar da gravidade, houve discreta melhora nas últimas horas. Ainda assim, o paciente segue sob cuidados intensivos.
Enquanto isso, a investigação conduzida pela Polícia Civil tramita sob sigilo. Até agora, não há confirmação de responsáveis pelos ferimentos. Uma das linhas apuradas envolve a informação de que uma babá teria sido contratada recentemente pela família e ainda não foi localizada. O caso segue em investigação.
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