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Servidor é condenado após amputar o próprio pé em esquema para receber R$ 1,5 milhão de seguro

As investigações apontam que o servidor contratou várias apólices de seguro em um intervalo curto de tempo.

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Um servidor público de uma cidade do Recôncavo Baiano foi condenado pela Justiça por envolvimento em um esquema que tentou fraudar seguradoras com a simulação de um acidente grave e a amputação do próprio pé para obter indenização milionária.

Segundo divulgado pelo G1, o caso aconteceu em 2019, mas a decisão condenatória só foi concluída anos depois. A pena fixada foi de dois anos de prisão em regime aberto, com substituição por medidas alternativas, incluindo prestação de serviços à comunidade e pagamento de valor em dinheiro definido pela Justiça.

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Ainda segundo o G1, a defesa tentou derrubar a condenação alegando ausência de provas suficientes e questionando a interpretação das evidências, mas os recursos não foram aceitos. O entendimento dos tribunais foi de que o conjunto de elementos reunidos ao longo da investigação era consistente e suficiente para sustentar a decisão.

O caso também passou por tentativa de análise em instâncias superiores, mas não avançou. De acordo com o G1, o pedido para levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça foi rejeitado sob o argumento de que as questões jurídicas já haviam sido devidamente examinadas pelas instâncias anteriores.

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As investigações apontam que o servidor contratou várias apólices de seguro em um intervalo curto de tempo, com potencial de indenização que poderia chegar a cerca de R$ 1,5 milhão em caso de invalidez. Pouco depois, ele teria provocado a própria amputação e registrado o fato como consequência de um suposto assalto em uma estrada rural.

Segundo o G1, a versão inicial apresentada indicava a ocorrência de um roubo seguido de violência em uma área do interior, mas a apuração revelou contradições na narrativa e elementos incompatíveis com a dinâmica descrita.

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Com o avanço das investigações, seguradoras passaram a desconfiar da situação ao identificarem a contratação simultânea de diversas apólices e o pedido rápido de indenização logo após o ocorrido. Isso levou ao acionamento de mecanismos de controle e à abertura de apuração mais aprofundada.

Ainda de acordo com o G1, perícias técnicas concluíram que a lesão não era compatível com a versão de agressão durante um assalto, reforçando a suspeita de que o episódio teria sido planejado para simular um acidente criminoso.

A Justiça considerou que havia provas suficientes de planejamento e intenção de obter vantagem indevida, mantendo a condenação por fraude em seguro. O cumprimento da pena começou após o trânsito em julgado da decisão.

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