Prefeitura de Timbó se manifesta sobre operação “Ponto Final” do GAECO no município
Nota oficial confirma cumprimento de mandado e colaboração com autoridades

A Prefeitura de Timbó se manifestou oficialmente após a deflagração da Operação “Ponto Final”, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) na manhã desta quarta-feira (06/05).
De acordo com a administração municipal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas dependências do poder público, dentro de uma investigação que apura possíveis irregularidades em contratos firmados nos anos de 2022 e 2023.
A ação integra um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, com foco na análise de contratos públicos.
Em nota, a Prefeitura informou que está prestando total suporte às investigações, colaborando com o fornecimento de documentos e informações solicitadas pelas autoridades competentes.
A administração municipal reforçou ainda seu compromisso com a transparência e o cumprimento da legalidade, destacando que permanece à disposição para contribuir com o esclarecimento completo dos fatos.

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A Operação “Ponto Final”
A Operação “Ponto Final” investiga um suposto esquema estruturado de corrupção, cartel, fraude em licitações e superfaturamento de contratos públicos, com atuação desde pelo menos 2020. A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, força-tarefa vinculada ao Ministério Público de Santa Catarina.
Entre os municípios atingidos pelas diligências está Timbó, um dos focos da operação, além de Blumenau, Florianópolis, São José, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Rio dos Cedros, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Guaramirim, Ascurra, Pomerode, Benedito Novo e Brusque.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão, incluindo em endereços residenciais e empresariais ligados aos investigados.
Além disso, 11 investigados foram alvo de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contratar com a Administração Pública em todo o país.
As investigações apontam indícios de atuação de empresários e agentes públicos em um esquema que envolveria direcionamento de licitações, pagamento de vantagens indevidas, uso de empresas de fachada e possíveis práticas de lavagem de dinheiro.









