Comissão Processante ouve testemunhas e vereador afastado em etapa decisiva do processo em Blumenau
Fase de instrução inclui depoimentos de testemunhas e interrogatório do parlamentar

A Comissão Processante da Câmara de Blumenau realizou, na manhã da segunda-feira (4), mais uma etapa da investigação que apura possível quebra de decoro parlamentar envolvendo o vereador afastado Almir Vieira (PP).
A sessão marcou o avanço da fase de instrução do processo, com a oitiva de testemunhas indicadas pela defesa.

Ao todo, foram ouvidas oito das nove testemunhas previstas. Uma delas não compareceu à reunião. Os depoimentos ocorreram no plenário da Câmara e foram conduzidos pelo presidente do colegiado, vereador Egídio Beckhauser (Republicanos).
Entre os depoentes, estiveram principalmente ex-servidores do gabinete do parlamentar, além do ex-secretário municipal de Esportes, Paulo Roberto Mundt, e do presidente da Associação de Veteranos do 23º Batalhão de Infantaria, Juliano Luiz Bilau.
Durante os depoimentos, as testemunhas relataram relações e experiências com o vereador investigado e responderam a perguntas feitas pela defesa, dentro do rito da fase de instrução.
A comissão destacou que os trabalhos seguiram ordem sequencial e respeitaram as normas processuais, com todas as oitivas registradas e disponibilizadas no canal oficial da Câmara no YouTube.
Na sequência, foi realizado o interrogatório do próprio vereador afastado, marcando sua primeira manifestação pública desde o início das apurações.
Durante o depoimento, ele afirmou não ter inimizade com o presidente da comissão e respondeu a questionamentos sobre os fatos investigados. Ao comentar a operação que motivou parte das investigações, declarou: “Fui dormir herói, acordei bandido”.
O parlamentar também afirmou estar à disposição para esclarecimentos, dizendo que colocou seus sigilos telefônico e bancário à disposição.

>>>> LEIA TAMBÉM: Câmara de Blumenau acelera pauta: 31 matérias analisadas e 14 avançam sem votos contrários
Questionado sobre valores apreendidos, explicou que os recursos seriam utilizados em atividades pessoais e afirmou que as movimentações estariam declaradas no Imposto de Renda, destacando tranquilidade em relação ao montante citado.
Sobre a ação policial que envolveu buscas e apreensão, o vereador relatou ter sido conduzido por autoridades ao 23º Batalhão de Infantaria e depois ao gabinete. Ao final do depoimento, declarou que, caso seja comprovada alguma responsabilidade, poderá até pedir renúncia.

Com o encerramento das oitivas e do interrogatório, a comissão informou o fim da fase de instrução, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.
A defesa agora terá prazo de cinco dias para apresentar razões escritas. Após essa etapa, o processo retornará à comissão para elaboração do parecer final.









