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Promessa de campanha não se confirma e gasolina ultrapassa R$ 7 em estados no governo Lula

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Durante a campanha presidencial de 2022, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou repetidas vezes que trabalharia para reduzir o preço dos combustíveis no Brasil, defendendo o que chamou de “abrasileiramento” dos valores praticados pela Petrobras. No entanto, passados mais de três anos de governo, a realidade nas bombas mostra um cenário bem diferente do prometido.

Levantamentos realizados nas primeiras semanas de janeiro de 2026 indicam que o preço médio da gasolina no Brasil gira em torno de R$ 6,32 por litro, segundo dados nacionais. Em diversos estados, porém, o valor já ultrapassa os R$ 7, pressionando o orçamento de famílias e trabalhadores, mesmo sem o país enfrentar uma crise global como a pandemia da Covid-19.

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O contraste chama atenção quando comparado ao período final do governo Jair Bolsonaro. Em 2022, após mudanças na política de preços da Petrobras e cortes no ICMS, a gasolina chegou a ser encontrada abaixo de R$ 5 em mais de 20 estados, atingindo média nacional de R$ 5,04 por litro, o menor patamar desde 2020.

Durante a pandemia, entre 2020 e 2022, o preço dos combustíveis no Brasil passou por forte instabilidade. Em 2020, com a queda abrupta da demanda global, o litro da gasolina chegou a recuar temporariamente. Já em 2021 e no início de 2022, impulsionado pela valorização do dólar, alta do petróleo no mercado internacional e política de paridade de preços, o combustível atingiu picos históricos, superando R$ 7,30 na média nacional e chegando a R$ 9 em alguns estados.

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Esse cenário foi amplamente citado por Lula na campanha, quando classificou os preços como “irresponsáveis” e prometeu mudanças estruturais na política energética. O discurso incluía críticas à venda de refinarias, à importação de derivados em dólar e à privatização de ativos estratégicos.

“O Brasil não pode cobrar combustível em dólar se produz petróleo e paga seus trabalhadores em real”, afirmou o então candidato em entrevistas de 2022.

>>LEIA TAMBÉM: Gasolina atinge maior preço em nove meses em SC, mesmo com anúncio de corte da Petrobras

Entretanto, no início de 2026, os números voltam a preocupar. O Acre lidera o ranking nacional, com média acima de R$ 7,20 por litro, seguido por Amazonas e Rondônia, que também registram valores próximos ou superiores a R$ 7. Na Região Sul, Santa Catarina aparece com médias acima de R$ 6,50, influenciada principalmente pelo aumento do ICMS.

O reajuste do ICMS sobre a gasolina, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, é apontado como um dos principais fatores para a nova escalada de preços, somado aos custos logísticos e à política de repasse adotada pelas distribuidoras. Especialistas destacam que, diferente de 2022, o atual cenário não está associado a uma pandemia ou a uma paralisação econômica global.

A comparação reforça o debate político. Enquanto o pico no governo Bolsonaro ocorreu em meio a uma crise sanitária e econômica mundial sem precedentes, os valores atuais surgem em um contexto de normalidade econômica relativa. Para críticos do governo federal, isso evidencia uma distância entre o discurso eleitoral e a prática administrativa.

O governo Lula aposta que ajustes futuros e eventuais revisões na política energética possam conter novas altas, mas, por ora, o consumidor sente no bolso uma realidade bem diferente daquela prometida nas campanhas. A discussão sobre combustíveis volta a ocupar o centro do debate nacional, reacendendo comparações entre governos e reforçando o peso do tema no custo de vida dos brasileiros.

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