Temporal devasta áreas rurais e gera perdas milionárias em SC e RS
Técnicos também relataram a morte de pequenos animais atingidos pelo granizo.

Uma sucessão de temporais entre sábado e segunda-feira transformou áreas rurais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul em cenários de devastação. No Alto Uruguai gaúcho, municípios como Erechim, Itatiba do Sul e Floriano Peixoto foram surpreendidos por pedras de gelo de grande porte, que destruíram lavouras já próximas da colheita e comprometeram estruturas essenciais das propriedades.
A estimativa inicial da Emater aponta perdas milionárias, principalmente em culturas sensíveis como o trigo, que não têm possibilidade de recuperação. Lavouras que ainda estavam em fase de crescimento, como a soja, sofreram menos, mas também exigirão acompanhamento técnico nas próximas semanas.
Os reflexos do temporal foram sentidos além das plantações. Moradias, galpões, silos e instalações de pecuária tiveram telhados perfurados, e a produção de silagem foi afetada pela entrada de água e pela perda de proteção das lonas.
Técnicos também relataram a morte de pequenos animais atingidos pelo granizo, que chegou a medir cerca de 10 centímetros. Em uma das comunidades de Erechim, o sistema de abastecimento de água foi danificado, deixando moradores dependentes de caminhões-pipa para consumo e para dessedentação do rebanho.
Em Santa Catarina, Fraiburgo registrou aproximadamente meia hora de granizo no sábado, suficiente para causar prejuízos superiores a R$ 6 milhões, segundo a Defesa Civil local. Pomares de frutas, áreas de soja e estufas de hortaliças foram afetados, atingindo dezenas de famílias que dependem diretamente dessas produções.
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A Epagri iniciou uma análise detalhada dos impactos para liberar o acesso dos agricultores a ações emergenciais. O levantamento considera tanto o que foi destruído no momento da tempestade quanto os efeitos que podem surgir depois, como doenças nas plantas e degradação do solo.
Outras regiões catarinenses também registraram danos importantes. No Meio-Oeste, pastagens e construções rurais foram as mais afetadas, acompanhadas por prejuízos em milho, soja e frutas de caroço.
No Planalto Norte, áreas de tabaco, cultivo protegido de morangos e milharais sofreram forte impacto. Já o Planalto Sul teve perdas em lavouras de melancia, alho, cebola, abóbora e tabaco, além de pomares de maçã expostos ao granizo.
No Alto Vale, produtores de cebola e tabaco relatam prejuízos elevados, enquanto Luiz Alves contabiliza danos em hortaliças e em acessos rurais. No Litoral Norte, ranchos de pesca, embarcações e casas foram atingidos, especialmente em Balneário Barra do Sul.










