Atividade econômica de SC recua 1,3% em agosto
Indústria e comércio caem, serviços crescem ligeiramente.

A atividade econômica de Santa Catarina registrou queda de 1,3% em agosto na comparação com julho, segundo o IBCR, indicador do Banco Central que mede o desempenho da economia.
O resultado foi o terceiro pior do país, atrás apenas do Amazonas e de Minas Gerais, e representa o quarto resultado negativo do ano, após julho ter mostrado estabilidade na análise mensal.
Segundo Gilberto Seleme, presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), os números refletem a desaceleração da produção industrial, fortemente impactada pelos efeitos do aumento de tarifas internacionais e pelos juros elevados, que encarecem o crédito e adiam investimentos.
“Os números não são surpresa. Eles demonstram os desafios que o setor produtivo enfrenta diante de fatores externos e da política monetária vigente”, explicou Seleme.
Dados compilados pelo Observatório FIESC indicam que, em agosto, a produção industrial caiu 1,8% em relação a julho, enquanto o comércio recuou 1,3%.
Já o setor de serviços apresentou crescimento de 1,4%, sustentando parcialmente a economia estadual.
Apesar do desempenho negativo no mês, o acumulado do ano até agosto ainda mostra crescimento. A atividade econômica catarinense avançou 4,9% no acumulado de 2025 em relação ao mesmo período de 2024.
O comércio teve alta de 2,9%, a produção industrial cresceu 3,3% e os serviços aumentaram 4,2%.
A expectativa da FIESC é de que a desaceleração continue nos próximos meses, uma vez que não há previsão de queda significativa da Selic até o fim do ano, nem solução rápida para os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
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O indicador IBCR é considerado uma prévia do PIB estadual, reforçando sinais de que Santa Catarina enfrenta um momento de menor dinamismo econômico.
Com os desafios atuais, a indústria, o comércio e os serviços devem buscar estratégias para se adaptar ao cenário, enquanto autoridades e entidades econômicas monitoram o impacto das políticas externas e monetárias sobre a economia local.








