Médica é condenada a mais de 11 anos por atirar no ex-marido policial em Jaraguá do Sul
Ele estava com o filho do casal.

Na quinta-feira (9), após cerca de 12 horas de julgamento, uma médica foi condenada a 11 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime inicialmente fechado pela tentativa de homicídio do ex-marido, um policial militar, ocorrido em Jaraguá do Sul, Norte de Santa Catarina. O crime foi considerado qualificado, motivado por razões torpes e com o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O episódio aconteceu em agosto de 2024, dentro do apartamento onde o policial estava com o filho do casal. Câmeras de segurança registraram a médica arrombando a porta e se escondendo em um armário antes de atirar, ferindo gravemente o ex-companheiro, que perdeu parte de uma perna.
Segundo informações pela ND+, no julgamento, testemunhas da acusação detalharam os acontecimentos, enquanto a ré alegou legítima defesa, afirmando ter sido vítima de agressões por parte do ex-marido. A promotoria ressaltou que a ação foi irresponsável e colocou a criança em risco, enquanto a defesa destacou que alguns relatos da médica foram confirmados por testemunhas.
>> LEIA TAMBÉM: Blumenau aprova lei que libera medicamentos do SUS para quem tem receita de médico particular
A médica foi presa em flagrante e teve a prisão convertida para preventiva. A arma utilizada, uma pistola 9mm registrada em seu nome, era legalizada na categoria CAC (Colecionador, Atirador e Caçador).
Ainda segundo divulgado pelo portal citado, a vítima relatou que, ao voltar de um passeio com o filho, foi surpreendida por disparos enquanto a ré se escondia em um armário. Ele passou por três cirurgias e perdeu parte de uma perna, enfrentando também sequelas psicológicas.
O casal disputava judicialmente a guarda e a visitação do filho, e a vítima havia obtido o direito de passar o Dia dos Pais com a criança no apartamento. A ré, segundo relatos, tentava impedir o contato. Atualmente, a guarda está com o pai.










