Pílula experimental contra Alzheimer terá primeiro teste em humanos até o fim de 2025
A empresa recebeu aporte inicial de US$ 180 milhões do empresário Sam Altman, também responsável pela OpenA.

A Retro Biosciences anunciou que deve iniciar, até o fim de 2025, seu primeiro estudo clínico em humanos. A companhia vai testar a pílula experimental RTR242, criada com o objetivo de combater os danos provocados pelo Alzheimer. O teste será conduzido na Austrália, onde a empresa prevê aplicar a primeira dose em um paciente ainda neste ano.
O medicamento atua na restauração da autofagia, processo de reciclagem celular que perde eficiência com o passar dos anos e contribui para o acúmulo de proteínas defeituosas. Ao reativar esse mecanismo, a expectativa é eliminar resíduos ligados a doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
Fundada em 2021, a Retro recebeu aporte inicial de US$ 180 milhões do empresário Sam Altman, também responsável pela OpenAI. Além do RTR242, a empresa mantém outros dois programas em desenvolvimento: o RTR890, voltado à geração de novas células-tronco sanguíneas para tratar leucemia, e o RTR888, terapia com células-tronco aplicada a distúrbios do sistema nervoso.
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O setor da longevidade cresce em ritmo acelerado e já atrai investimentos de nomes de peso. A Retro pretende levantar US$ 1 bilhão em sua Série A, enquanto a concorrente Altos Labs, apoiada por Jeff Bezos, já arrecadou mais de US$ 3 bilhões.
Paralelamente, a parceria firmada entre a Retro e a OpenAI resultou na criação da GPT-4b micro, uma IA voltada à biotecnologia que ampliou em 50 vezes a expressão de genes associados à reprogramação celular.










