Bolsonaro deixa prisão domiciliar para tratamento médico após autorização do STF
Os advogados têm prazo de 48 horas para apresentar o atestado de comparecimento com datas e horários.

Na manhã deste domingo (14), Jair Bolsonaro (PL) foi levado sob escolta da Polícia Federal ao Hospital DF Star, em Brasília. O deslocamento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e ocorreu para a realização de procedimentos dermatológicos.
O relatório médico enviado à Corte aponta a necessidade de remover lesões na pele, classificadas como nevo melanocítico e neoplasia de comportamento incerto.
A autorização judicial estabelece que o ex-presidente permaneça na unidade apenas durante o atendimento, devendo retornar logo em seguida à prisão domiciliar. Os advogados têm prazo de 48 horas para apresentar o atestado de comparecimento com datas e horários.
Moraes tomou a decisão após registrar indícios de descumprimento de medidas impostas, como a proibição de acesso a redes sociais. A defesa, porém, argumenta que Bolsonaro respeita todas as determinações.
>> LEIA TAMBÉM: Eduardo Bolsonaro reage à condenação do pai e promete “virar esse jogo”
O regime domiciliar inclui outras restrições, entre elas a revista obrigatória de veículos que entram e saem de sua residência e a necessidade de pedir autorização para receber visitantes. Policiais penais do Distrito Federal monitoram o local sem uniforme e sem armas expostas, também por ordem do STF.
O episódio ocorre poucos dias após a Primeira Turma da Corte condenar Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado. A decisão foi inédita na história do país e apontou a prática de cinco crimes. Apesar da possibilidade de recurso, a pena definida prevê início em regime fechado.










