Santa Catarina recebe mais de R$ 150 milhões em repasses do Bolsa Família neste mês de junho
A partir da segunda-feira (16), 229,8 mil famílias catarinenses começam a receber os repasses do programa Bolsa Família referentes ao mês de Junho.
Os pagamentos seguem até o dia 30 e são organizados conforme o final do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário. Ao todo, o investimento do Governo Federal em Santa Catarina para o programa social neste mês supera R$ 150,7 milhões.
O valor médio do benefício no estado é de R$ 657,13, com variações conforme a composição familiar. A cidade de Ipumirim, no Oeste catarinense, lidera o ranking estadual de maior valor médio, com R$ 763,34 por família. Na sequência aparecem Luzerna, José Boiteux, Salete e Vítor Meireles, todas com médias acima de R$ 729.

Joinville é o município catarinense com maior número de beneficiários: 16.015 famílias recebem o auxílio em junho. Em seguida, estão Florianópolis (14.831 famílias), Lages (9.580), Palhoça (8.308) e São José (7.973). O benefício segue contemplando todos os 295 municípios do estado, reforçando a importância do programa como instrumento de redução da desigualdade e combate à insegurança alimentar.
Entre os destaques do Bolsa Família neste mês está o pagamento do Benefício Primeira Infância, que contempla crianças de zero a seis anos com um adicional de R$ 150 por integrante. Em Santa Catarina, 137 mil crianças estão incluídas nessa faixa, o que representa um investimento de R$ 17,9 milhões destinado a esse público específico.
O programa também oferece benefícios complementares de R$ 50, que atendem a crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de gestantes e nutrizes. Em junho, esses adicionais alcançam 203,6 mil crianças e adolescentes, 8,6 mil gestantes e 3,8 mil nutrizes no estado. Para garantir esses pagamentos, o Governo Federal investiu mais de R$ 9,1 milhões em Santa Catarina.
O grupo prioritário do programa segue sendo atendido em todas as regiões do estado. Entre os beneficiados estão 7.993 famílias em situação de rua, 2.510 famílias indígenas, 360 famílias quilombolas, 249 famílias com crianças em situação de trabalho infantil, 503 com pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão e 3.905 famílias de catadores de materiais recicláveis.
Além dos benefícios regulares, o Auxílio Gás também é pago junto ao Bolsa Família neste mês. O valor de R$ 108, referente ao preço médio do botijão de gás de 13 kg, será repassado a 5,3 milhões de famílias em todo o Brasil. O investimento total para essa política neste mês é de R$ 579 milhões.

Em âmbito nacional, o Bolsa Família atende mais de 20,49 milhões de famílias nos 5.570 municípios brasileiros, com investimento total de R$ 13,6 bilhões.
O valor médio nacional do benefício em junho é de R$ 666. A região Nordeste concentra o maior número de famílias atendidas (9,4 milhões), seguida pelo Sudeste (5,92 milhões), Norte (2,62 milhões), Sul (1,44 milhão) e Centro-Oeste (1,10 milhão).
No recorte por estados, a Bahia lidera com 2,46 milhões de beneficiários, seguida por São Paulo, com número similar. Outros estados com mais de um milhão de famílias atendidas incluem Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Pará e Maranhão.
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Uma das inovações da nova versão do programa é a chamada Regra de Proteção, que permite às famílias permanecerem no Bolsa Família por até dois anos mesmo após conquistarem emprego com carteira assinada ou aumento de renda formal. Nesses casos, o benefício é reduzido pela metade, mas mantido como apoio à transição. Em junho, essa regra beneficia 3 milhões de famílias em todo o país.
Em municípios afetados por desastres naturais, como enchentes e secas, os pagamentos foram unificados já nesta segunda-feira (16), beneficiando 175 mil famílias de 30 cidades em seis estados: São Paulo, Paraná, Sergipe, Amazonas, Roraima e Alagoas.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostram ainda que 83,7% dos responsáveis familiares são mulheres.
No total, mais de 31,3 milhões de pessoas beneficiadas pelo programa são do sexo feminino. A maioria é preta ou parda, somando 73% dos cadastrados.
Com o reforço nos valores e o foco em públicos vulneráveis, como crianças, gestantes e famílias em situação de extrema pobreza, o Bolsa Família segue como uma das principais políticas públicas de transferência de renda e promoção da cidadania no país.







