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Em Indaial, comida que chega revirada prova que lei pode atrapalhar a vida dos cidadãos

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Em Indaial, assim como em outras cidades, pedir comida em casa envolve muita expectativa e ansiedade. É quase impossível não ficar olhando o tempo todo para o celular à espera da tão aguardada mensagem “seu pedido saiu para a entrega”. Quando o entregador buzina ou o porteiro chama, é só alegria.

Mas a felicidade vira frustração quando o lanche, a pizza, o sushi ou a sobremesa chegam revirados. Aquela comida bonita e apetitosa dá lugar a uma bagunça que a gente não sabe como ajeitar.

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Como nossos sentidos são interligados, não queremos apenas uma comida gostosa. Não dá para agradar só o paladar. A visão também quer ser contemplada.

A primeira reação é reclamar com o estabelecimento e, geralmente, essa conversa não costuma ser muito amistosa. Mexer com fome de alguém é caso sério.

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O cliente não quer abrir a embalagem e encontrar caos, mas é preciso entender que o entregador e o comerciante também não querem que isto aconteça.

Quando há reclamação, o entregador fica com o relacionamento com o restaurante prejudicado. E o comerciante sai no prejuízo porque o cliente cancela o pedido ou é preciso mandar um novo, aumentando os custos.

sobremesa revirada
Nem a sobremesa escapa de chegar toda remexida (Foto de cliente de Indaial)

Mas então de quem é o erro?

Para entregadores e comerciantes de Indaial, o erro está na legislação que exige que os entregadores instalem na moto um baú de transporte.

“No baú, fica tudo revirado, não tem condições de levar marmita e refrigerante, por exemplo. Com as ruas em péssimas condições, sacode tudo, não tem jeito”, diz o entregador Paulo Henrique Vongilsa.

A saída para ele é a utilização da bag, uma espécie de mochila, mas que a lei não permite.

>>LEIA TAMBÉM: Motoboys protestam em frente à prefeitura de Indaial; comerciantes fecham as lojas em apoio

Endyele do Amaral Rangel, que tem uma creperia, diz que alguns comerciantes, principalmente de sushi, fazem a entrega com carro próprio para evitar transtornos.

Se a legislação atrapalha todos os envolvidos no processo, é ela quem deveria mudar, na opinião da comerciante.

“É um absurdo. Estamos em contato com um advogado para entender se o município poderia regulamentar o motofrete na cidade e liberar as bags porque do jeito que está fica inviável. Alguns comerciantes, principalmente de sushi, estão indo com o próprio carro fazer as entregas para evitar os transtornos”, reclama.

Desde de o ano passado, um projeto de lei está tramitando na Câmara dos Deputados para regularizar o uso das bags, também chamadas de mochilas térmicas.

Enquanto isso, os entregadores ficam em um beco sem saída. Se usam as bags, correm o risco de serem multados. Quem instala o baú, não tem problemas com a polícia, mas precisa contar com a sorte para não irritar o cliente.

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