
Um exame de DNA confirmou que um homem de 48 anos, investigado por estuprar a própria filha durante 17 anos, é o pai biológico dos quatro filhos que nasceram durante o período de violência. O caso aconteceu em Anápolis, em Goiás, e o suspeito está preso desde setembro.
O resultado do laudo foi concluído na sexta-feira (6) pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do município. Segundo a delegada Aline Lopes, responsável pela investigação, o homem havia se recusado a fornecer material genético quando foi preso.
Diante da recusa, os investigadores utilizaram uma escova de dentes do suspeito para obter material genético e realizar a comparação com amostras de saliva das crianças. O exame confirmou a paternidade dos quatro filhos, que têm entre 1 e 11 anos.
Abusos teriam começado quando a vítima tinha 12 anos
As investigações começaram depois que a Polícia Civil de Goiás recebeu informações de que a mulher, atualmente com 29 anos, havia contado a familiares sobre os abusos praticados pelo próprio pai. Segundo o relato, a violência começou quando ela tinha 12 anos.
Durante a apuração, a polícia descobriu que a vítima havia revelado a situação enquanto o homem estava preso por outro crime. Após deixar a prisão, ele teria procurado a filha e, por meio de ameaças, obrigado a mulher a morar com ele. Entre as intimidações, estaria a possibilidade de retirar da mãe a criança que nasceu em decorrência dos abusos.
A vítima descreveu o suspeito como uma pessoa violenta, agressiva e controladora. Conforme as investigações, as ameaças também envolviam a promessa de que ele a mataria caso fosse preso, o que teria contribuído para que ela permanecesse em silêncio durante anos.
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Suspeito permanece preso em Anápolis
Após a denúncia, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente solicitou a prisão preventiva do homem. Ele foi detido em setembro e autuado por estupro de vulnerável.
Depois da prisão, a mulher confirmou à polícia que os abusos continuavam acontecendo. O suspeito foi encaminhado à unidade prisional de Anápolis, onde permanece detido.
A vítima e os quatro filhos receberam acolhimento após a descoberta do caso.








