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Professora de SP associa Flávio ao fascismo e diz a alunos que negros e pardos morreriam

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A Prefeitura de Potirendaba, no interior de São Paulo, afastou nesta quarta-feira (21) uma professora da rede municipal após a divulgação de uma gravação feita em sala de aula. No vídeo, a servidora aparece falando a alunos de 11 anos sobre fascismo e associando uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial a mortes de estudantes negros e pardos. A professora não teve o nome divulgado.

Segundo a prefeita Gi Franzotti (PL), a situação chegou à administração por meio de uma mãe, que relatou que a filha de 11 anos chegou em casa chorando e com medo do que teria ouvido na escola. As câmeras com áudio instaladas na unidade permitiram verificar o relato. A gravação é de uma aula do 6º ano na Escola Municipal Maestro Antonio Amato e teria sido feita em 8 de outubro.

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O que aparece na gravação

Conforme a prefeitura, a professora comenta o risco de o país virar um regime fascista e, ao se dirigir aos estudantes, cita a cor da pele deles e fala em escravização e morte. Em determinado momento, as crianças perguntam se poderiam ser mortas. A prefeitura classificou o conteúdo como relato de intimidação e de discriminação.

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Providências anunciadas

A administração municipal informou que protocolou denúncia no Ministério do Trabalho e que vai encaminhar o caso ao Ministério Público, ao juiz da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar. Também será aberta sindicância para apurar a conduta da servidora. Em nota, a prefeita afirmou que o município não tolera condutas que representem discriminação, intimidação ou constrangimento de estudantes.

As medidas anunciadas não representam uma decisão definitiva sobre o caso, que ainda será analisado pelos órgãos citados. A reportagem não localizou, até a publicação, manifestação da professora.

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