Empresa de Blumenau é denunciada por suspeita de assédio eleitoral após convocar funcionários a usar verde e amarelo
As roupas nas cores indicadas seriam usadas durante uma sessão de fotos dentro da fábrica.
Uma atividade planejada para reunir funcionários usando roupas verdes e amarelas dentro de uma empresa em Blumenau, no Vale do Itajaí, acabou cancelada após uma denúncia de possível assédio eleitoral.
O caso chegou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que recomendou a suspensão da iniciativa antes da data prevista, nesta quinta-feira (22).
A denúncia foi apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintrafite).
A entidade questionou a escolha das cores e do momento da ação, por considerar que a iniciativa poderia estar relacionada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo divulgado pelo G1, o sindicato relatou que o convite encaminhado pelo setor de Recursos Humanos previa a realização de fotos nos setores da fábrica e informava que a participação seria voluntária. Mesmo assim, funcionárias procuraram a entidade relatando medo de possíveis constrangimentos ou retaliações caso optassem por não participar.
Diante da denúncia, a procuradora do Trabalho Bruna Bonfante recomendou que a empresa não promovesse ou incentivasse manifestações políticas no ambiente profissional, incluindo o uso de roupas e materiais associados a candidatos ou partidos.
Ainda segundo o G1, o MPT também solicitou que os funcionários fossem informados sobre a ilegalidade do assédio eleitoral e que o cancelamento fosse comprovado. O descumprimento das orientações pode levar a uma Ação Civil Pública e à aplicação de penalidades.
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A empresa informou que a proposta tinha finalidade cívica, voltada à valorização da identidade nacional, e negou qualquer intenção político-partidária. Também afirmou que a adesão seria facultativa e que as cores nacionais são utilizadas por diferentes grupos políticos durante a disputa eleitoral.
Após receber a recomendação, a indústria comunicou o cancelamento da atividade na quarta-feira (21) e informou ter encaminhado esclarecimentos ao Ministério Público do Trabalho.
A companhia também declarou que respeita a liberdade de opinião dos funcionários e não admite constrangimentos ou retaliações relacionados a posicionamentos políticos.







