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Janones manda apoiadores ignorarem entrevista de Roberta Luchsinger expondo Lula e Lulinha

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Uma entrevista exibida pela CNN Brasil neste sábado (17) provocou repercussão política às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Antes de a conversa com a empresária Roberta Luchsinger ir ao ar, o deputado federal André Janones, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou um vídeo pedindo que apoiadores não lessem, acessassem ou comentassem as notícias sobre a entrevista.

Na gravação, Janones afirmou que Lula sofreria “o ataque mais baixo da história da política brasileira” e orientou os militantes a não lerem a reportagem. Mensagens com instruções semelhantes também circularam em grupos de WhatsApp, com pedidos para que os integrantes não abrissem links nem comentassem o conteúdo.

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A entrevista foi transmitida na noite de sábado, a oito dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Lula disputa a Presidência com Flávio Bolsonaro (PL).

Empresária acusa Lula de mentir sobre encontros de Lulinha

Durante a entrevista, Roberta Luchsinger fez críticas ao presidente e afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Lula, participou de encontros com ministros do governo federal.

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Segundo a empresária, essas reuniões ocorreram diversas vezes. Ela também afirmou que esteve presente em discussões relacionadas a políticas públicas e mencionou o tema do canabidiol no Brasil. As declarações foram apresentadas por ela durante a conversa com a emissora e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.

Roberta chamou Lula de “mentiroso” ao contestar declarações anteriores do presidente sobre a relação entre ela, seu filho e integrantes do governo. Também criticou Lulinha e afirmou que os dois seriam cúmplices na situação que enfrenta.

A empresária disse ainda que considera ter sido colocada como responsável pelo caso e declarou que pretende apresentar sua versão dos fatos à Justiça.

Roberta afirma que quer fazer delação premiada

Um dos principais pontos da entrevista foi a manifestação de Roberta sobre a possibilidade de firmar um acordo de colaboração premiada. Ela afirmou que pretende colaborar com as investigações e que não pouparia Lula nem Lulinha caso avance com a iniciativa.

A empresária declarou que teria informações capazes de acrescentar detalhes às apurações e argumentou que não quer responder sozinha por fatos que, segundo sua versão, envolveriam outras pessoas.

A intenção de fazer uma delação, no entanto, não significa que um acordo tenha sido formalizado ou aceito pelas autoridades. A eventual colaboração depende dos procedimentos legais e da avaliação dos órgãos responsáveis.

Investigação envolve suspeitas de irregularidades no INSS

Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal em apurações relacionadas ao esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação também examina sua relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e com Lulinha.

A empresária nega ter participado do esquema. As suspeitas investigadas não equivalem a uma condenação, e as declarações feitas na entrevista precisam ser analisadas à luz das provas e dos procedimentos conduzidos pelas autoridades.

Lula já havia afirmado publicamente que não conhece Roberta e a chamou de “pilantra” em declarações anteriores. A empresária contestou as falas do presidente durante a entrevista à CNN Brasil.

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Entrevista ocorre na reta final da campanha

A repercussão também acontece em meio à disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro. No vídeo publicado antes da entrevista, Janones afirmou que a eleição estava decidida e que Lula já estaria reeleito, apesar de a votação do segundo turno ainda estar por acontecer.

A entrevista foi exibida na véspera do debate presidencial previsto para domingo (18). Lula permaneceu em Brasília para se preparar para o encontro com o adversário.

As declarações de Roberta, a possibilidade de uma colaboração premiada e a mobilização de apoiadores nas redes sociais colocaram o caso no centro do debate político durante a última semana de campanha antes da votação.

 

 

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