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Adolescente de 13 anos atira no rosto de amigo após se irritar com bagunça em SC

A defesa da família sustenta que o disparo aconteceu de forma acidental.

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Uma pistola calibre 9 milímetros, deixada ao alcance de um adolescente, está no centro de uma ocorrência grave registrada em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Um garoto de 14 anos foi atingido no rosto por um disparo na tarde de sábado (10) e precisou passar por cirurgia no Hospital Regional do Oeste. O tiro teria sido efetuado por um amigo, de 13 anos, que pegou a arma pertencente ao pai.

O adolescente ferido foi socorrido pelo Serviço Aeropolicial (Saer) e encaminhado ao hospital em estado grave. A Polícia Civil e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apuram as circunstâncias do episódio.

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Segundo o G1, o delegado Rodrigo Moura contou que o pai do garoto que teria efetuado o disparo não estava em casa no momento da ocorrência. A investigação indica que a pistola registrada em nome dele estava guardada em um local de fácil acesso.

As informações levantadas apontam que o adolescente estava acompanhado de amigos e teria se irritado com a bagunça no local. Depois disso, pegou a arma e atingiu um dos colegas.

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Adolescente foi encaminhado ao CASEP

Após o disparo, o garoto de 13 anos foi apreendido por suspeita de ato infracional análogo à tentativa de homicídio doloso. A Justiça autorizou a internação provisória, e ele foi encaminhado ao Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (CASEP), onde deverá permanecer inicialmente pelos próximos dias.

O Ministério Público considerou a gravidade da ocorrência e os indícios reunidos durante a apuração para solicitar a medida. A Justiça também autorizou a realização de avaliação psicossocial e o acompanhamento psicológico do adolescente, além de atendimento psicológico aos pais.

Entre as demais providências determinadas estão a continuidade das investigações, a realização de perícias e a obtenção do prontuário médico da vítima.

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Pai também é investigado

O proprietário da pistola, pai do adolescente de 13 anos, é investigado por possível omissão de cautela na guarda de arma de fogo, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento.

Durante as diligências, foram recolhidos na residência uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições. O homem é registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Por se tratar de um adolescente, o garoto apontado como autor do disparo não responde criminalmente nos mesmos termos aplicados a adultos.

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a conduta é apurada como ato infracional, com aplicação das medidas previstas na legislação.

Defesa sustenta que tiro foi acidental

A defesa da família do adolescente de 13 anos afirmou que os dois garotos eram melhores amigos e que o disparo aconteceu de forma acidental, durante uma brincadeira. Os advogados manifestaram solidariedade à vítima e aos familiares, destacando a expectativa pela recuperação do menino.

Segundo a nota, após o ocorrido, o próprio adolescente que manuseava a arma teria chamado os vizinhos para pedir ajuda. A defesa relatou ainda que ele está abalado emocionalmente desde o episódio.

A família informou que respeita a decisão judicial que determinou a internação provisória e que confia no esclarecimento dos fatos durante o andamento do caso.

As circunstâncias do disparo continuam sendo investigadas pelas autoridades.

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