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Professor condenado por estupro volta à sala de aula e é denunciado por assédio em Brusque

A situação também trouxe à tona as circunstâncias em que o profissional voltou a trabalhar na rede pública.

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Novas denúncias envolvendo um professor da rede estadual de Santa Catarina levantaram questionamentos sobre os critérios de contratação de profissionais para atuar nas escolas.

Condenado por estupro de uma criança de 12 anos em Canelinha, em 2012, ele voltou a lecionar após deixar a prisão e agora é investigado por supostas condutas inadequadas com estudantes em uma unidade de ensino de Brusque.

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As acusações recentes foram divulgadas pelo jornalista João Henrique Krieger. Entre os relatos apresentados, uma mãe afirmou que o filho teria sido abordado de maneira imprópria pelo docente, que teria feito comentários inadequados e tentado negociar notas. A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e à Pessoa Idosa (Dpcai) de Brusque investiga o caso.

Contratação levanta questionamentos

A situação também trouxe à tona as circunstâncias em que o profissional voltou a trabalhar na rede pública. Conforme as informações divulgadas, ele foi contratado temporariamente, apesar de constar como não habilitado nos registros da Secretaria de Estado da Educação.

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Também foram levantadas dúvidas sobre a ausência de um processo seletivo e sobre os procedimentos utilizados para verificar seu histórico.

Condenação ocorreu em 2012

O passado criminal do professor remonta a fevereiro de 2012, quando foi preso em flagrante após abusar de um menino de 12 anos.

Segundo os registros do caso, ele teria oferecido substâncias à criança para deixá-la sob efeito de drogas antes do crime. Depois, levou o menino de motocicleta até as proximidades de um bar, onde a mãe percebeu que havia algo errado e chamou a polícia.

Na época, o homem confirmou que esteve com a criança, mas negou ter cometido o abuso. Ele foi condenado pela Justiça catarinense, e a decisão foi mantida após a revisão do processo. Após cumprir sete anos de pena, deixou a prisão em 2019 e, posteriormente, retornou à atividade docente, em 2024.

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A Secretaria de Estado da Educação informou que acompanha o caso, mas não explicou como ocorreu a contratação. As novas acusações ainda estão sob investigação, e as circunstâncias relatadas deverão ser apuradas pelas autoridades.

O caso coloca em discussão os mecanismos de verificação de antecedentes e os critérios adotados na contratação de professores, especialmente em funções que envolvem o contato direto com crianças e adolescentes.

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