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El Niño ganha força e coloca SC em alerta para primavera com mais chuva e temporais

Historicamente, o fenômeno está associado ao aumento das chuvas na Região Sul do Brasil.

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A primavera começou em Santa Catarina com uma condição climática que passou a exigir atenção dos órgãos de monitoramento. A Defesa Civil estadual e a Epagri/Ciram classificaram o atual El Niño como muito forte, após a temperatura da superfície do mar na área de referência atingir 2,2 °C.

O que mudou na classificação?

A categoria de intensidade muito forte é utilizada quando a anomalia da temperatura da superfície do mar chega a pelo menos 2 °C. O índice registrado na última semana, portanto, ficou acima desse limite.

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Segundo divulgado pelo G1, a meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Nicolle Reis, relatou que, a elevação para 2,2 °C foi o fator que sustentou a mudança de classificação. A análise também considera projeções para os próximos meses, incluindo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

O que esperar da primavera?

A estação começou em 22 de setembro e segue até 21 de dezembro. Naturalmente, esse período costuma apresentar aumento das temperaturas e maior ocorrência de chuva e temporais em Santa Catarina.

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Com a atuação de um El Niño muito forte, a previsão é de que entre outubro e dezembro o estado possa registrar períodos com volumes elevados de precipitação.

Quais fenômenos podem ocorrer?

O cenário pode favorecer a ocorrência de temporais acompanhados de:

– vendavais;

– raios;

– granizo;

– chuva intensa.

Além dos efeitos provocados pelos temporais, os volumes elevados de chuva podem aumentar o risco de alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos.

>> Leia também: Alerta global: calor do Super El Niño pode estar ligado a 451 mil mortes; Brasil entra na lista dos mais afetados

Por que o El Niño preocupa em SC?

Historicamente, o fenômeno está associado ao aumento das chuvas na Região Sul do Brasil. A combinação desse padrão com as características próprias da primavera pode contribuir para períodos mais chuvosos e para uma maior frequência de eventos extremos.

A Defesa Civil acompanha a evolução do fenômeno e reforça a necessidade de atenção para as condições do tempo durante os próximos meses.

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