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“Acho que meu filho é inocente”: Lula comenta investigação sobre Lulinha

Os investigadores apuram suspeitas de eventual tráfico de influência envolvendo órgãos do governo.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não pretende impedir as investigações que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Em entrevista à TV Bandeirantes no último domingo (27), o presidente disse acreditar que os dois não cometeram irregularidades, mas ressaltou que ambos devem prestar esclarecimentos caso sejam alvo das apurações.

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As investigações conduzidas pela Polícia Federal, no âmbito de inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), analisam possíveis relações entre Lulinha, Marcola e a empresária Roberta Luchsinger. Os investigadores apuram suspeitas de eventual tráfico de influência envolvendo órgãos do governo.

Lula afirmou que pretende saber o que realmente ocorreu antes de tirar qualquer conclusão. Para o presidente, registros de ligações telefônicas não são, isoladamente, suficientes para demonstrar que houve uma irregularidade.

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Ele também declarou que não fará qualquer intervenção para proteger o filho e afirmou que Lulinha deve ser investigado normalmente.

Entre os pontos analisados pela Polícia Federal está a atuação de Roberta Luchsinger, apontada nas investigações como lobista. Ela é proprietária da RL Consultoria e Intermediações, empresa aberta em 2019 e registrada no endereço do apartamento onde mora, em Higienópolis, São Paulo.

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A empresa de Roberta também aparece relacionada a um contrato firmado com Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos de aposentadorias e pensões do INSS.

Durante a entrevista, Lula ainda colocou em dúvida a hipótese de que seu filho tenha procurado diretores da Petrobras ou ministros com o objetivo de obter vantagens.

O presidente também questionou declarações atribuídas a Roberta durante as apurações e afirmou que lobistas podem apresentar uma proximidade maior com autoridades para fortalecer sua própria imagem.

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