Timbó oficializa protocolo para proteger crianças e adolescentes vítimas de violência
Após meses de construção e alinhamento entre os órgãos da rede de proteção, a Prefeitura de Timbó oficializou, nesta quinta-feira (24), o Protocolo de Atendimento às Crianças e Adolescentes em Situação de Violência e Escuta Especializada. O lançamento ocorreu na Câmara de Vereadores e marca a entrada em vigor das diretrizes que passam a orientar os atendimentos no município.
Com a oficialização, o protocolo estabelece um fluxo integrado entre os diferentes serviços da rede municipal de proteção, definindo como deve ser a atuação dos profissionais diante de casos envolvendo crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
Durante a solenidade, autoridades e profissionais destacaram que o principal objetivo é garantir um atendimento mais humanizado, acolhedor e seguro, evitando situações de revitimização e assegurando o respeito aos direitos das vítimas.
O prefeito Flávio Buzzi afirmou que a oficialização representa um avanço na qualificação dos serviços públicos voltados à infância e adolescência.

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“Quando falamos da proteção das nossas crianças e adolescentes, precisamos trabalhar de forma integrada, responsável e preparada. Esse protocolo estabelece caminhos mais claros para que cada profissional saiba como agir e, principalmente, para que quem precisa de atendimento seja acolhido com respeito, cuidado e segurança”, destacou.
Além do lançamento oficial, a programação incluiu capacitações sobre Acolhida da Revelação Espontânea e Escuta Especializada, voltadas aos profissionais que integram a rede de proteção.
A Escuta Especializada é um procedimento realizado por profissionais capacitados para acolher crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, respeitando seu tempo e suas particularidades, sem submetê-los a questionamentos que possam provocar uma nova exposição ao trauma.
A iniciativa é conduzida pelo Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e a Secretaria Municipal de Assistência Social, com recursos do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA).








