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Quem leva a vaga? Analista revela a matemática dos candidatos à Alesc

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Com diferentes nomes do Vale Europeu na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a matemática eleitoral se torna um dos pontos importantes para compreender os caminhos das candidaturas.

Em entrevista ao Misturebas News, o empresário e analista do cenário eleitoral regional Leandro Sabino analisou as candidaturas de Professor Caleb Clarindo, Professor Fabrício Dalcastagne, André Moser e Jorge Krüger.

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Segundo Sabino, a eleição proporcional envolve não apenas a votação individual dos candidatos, mas também o desempenho das legendas.

De acordo com a explicação apresentada por ele, primeiro é necessário observar quantas cadeiras cada partido consegue conquistar e, posteriormente, quais candidatos da própria legenda obtêm as maiores votações.

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Partidos e votação influenciam o cenário

Durante a entrevista, Sabino explicou que os 40 assentos da Alesc são distribuídos dentro da lógica do sistema proporcional. Dessa forma, segundo ele, a análise de uma candidatura precisa considerar também a força do partido e a concorrência interna.

Ao comentar o Professor Caleb Clarindo, que disputa pelo PT, o analista apontou como um dos desafios a votação da própria legenda na região e a concorrência com candidatos petistas de outras partes do Estado. Na avaliação de Sabino, mesmo que Caleb consiga uma votação expressiva no Vale Europeu, o resultado precisa ser analisado em conjunto com o desempenho dos demais candidatos do partido.

Já sobre o Professor Fabrício Dalcastagne, candidato pelo PDT, Sabino destacou outro cenário de disputa interna. Ele citou o desempenho anterior da legenda e avaliou que, caso o PDT conquiste novamente uma cadeira, haverá concorrência com outros nomes do partido que possuem trajetória e presença política em diferentes regiões de Santa Catarina.

O analista ressaltou que, nesse modelo, a quantidade de votos obtida individualmente por um candidato é apenas parte da equação. A votação total da legenda e o desempenho dos demais concorrentes também podem interferir na definição de quem ocupará as cadeiras conquistadas pelo partido.

André Moser e Jorge Krüger

Ao analisar André Moser, Sabino destacou a trajetória política do candidato, que foi prefeito de Indaial por oito anos. Para o analista, esse histórico contribui para que Moser tenha um nome conhecido regionalmente e possa construir uma votação significativa no Vale Europeu.

Por outro lado, Sabino apontou como um dos obstáculos a própria composição do partido de Moser. Segundo a análise apresentada na entrevista, candidatos que já possuem mandato e buscam a reeleição contam com uma estrutura política construída em diferentes municípios, incluindo apoio de vereadores e prefeitos.

Na avaliação de Sabino, isso faz com que uma eventual votação expressiva de André Moser no Vale Europeu ainda precise superar a votação de outros candidatos da mesma legenda que possuem bases eleitorais espalhadas pelo Estado.

Já ao falar sobre Jorge Krüger, o analista apresentou uma avaliação diferente. Krüger disputa pelo Podemos e, segundo Sabino, a configuração da legenda pode oferecer um cenário distinto, já que os deputados que haviam conquistado cadeiras pelo partido na legislatura anterior não estariam buscando a reeleição pela mesma sigla.

Sabino também citou a trajetória de Krüger, que foi vereador e prefeito de Timbó por oito anos, além de ter desenvolvido atuação em estruturas de representação regional, como a associação de municípios e consórcios.

Com base nesses fatores, o analista afirmou que, entre os quatro nomes discutidos na entrevista, considera Jorge Krüger como o candidato que apresenta, em sua avaliação, maior viabilidade dentro da matemática eleitoral. A afirmação corresponde à análise de Sabino e não representa uma previsão oficial sobre o resultado da eleição.

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Representação do Vale Europeu também entra na discussão

A entrevista também abordou a importância de contar com um representante do Vale Europeu na Assembleia Legislativa. Na avaliação de Sabino, um parlamentar eleito na própria região poderia ter maior proximidade com as demandas dos municípios e atuar na busca por recursos e investimentos para o território.

O analista, entretanto, ressaltou que diferentes fatores podem alterar o cenário ao longo da disputa e que candidatos e partidos ainda podem apresentar resultados diferentes daqueles projetados nas análises.

Ao final da conversa, Sabino reforçou que sua avaliação considera elementos como a estrutura partidária, a votação regional, a presença de candidatos com mandato, o histórico político e a distribuição das forças eleitorais dentro de cada legenda.

A definição das cadeiras, porém, ocorrerá a partir dos votos obtidos nas urnas e da aplicação das regras do sistema eleitoral proporcional.

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