Fiscalização encontra 14 adolescentes trabalhando irregularmente em parque de Pomerode
O parque negou as irregularidades apontadas.
Uma fiscalização trabalhista realizada no Spitz Park Aventuras, em Pomerode, identificou 108 trabalhadores que teriam atuado sem registro em carteira e 14 adolescentes em situação considerada irregular pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. A inspeção também encontrou outras falhas relacionadas ao cumprimento da legislação trabalhista.
As diligências foram realizadas em duas datas, 25 de junho e 19 de agosto de 2026, após uma solicitação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Durante as ações, os auditores verificaram as condições do estabelecimento, ouviram funcionários e analisaram a documentação fornecida pela empresa.
No caso dos adolescentes, a fiscalização apontou que nenhum dos 14 tinha a idade mínima exigida para o trabalho em geral. Segundo o órgão, as funções desempenhadas também não atendiam aos requisitos para serem enquadradas como aprendizagem profissional.
Por conta da situação, os adolescentes foram afastados imediatamente das atividades. A fiscalização determinou ainda que sejam pagos os valores trabalhistas e rescisórios referentes ao período em que eles permaneceram trabalhando no parque.
Já em relação aos demais funcionários, o levantamento apontou a ausência de registro de 108 trabalhadores. A situação levou à emissão de autos de infração contra o estabelecimento.
A fiscalização encontrou ainda outras ocorrências, como a falta de parte dos documentos solicitados durante a inspeção, problemas no pagamento do vale-alimentação e ausência de exames médicos admissionais.
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Também foram apontadas falhas no gerenciamento de riscos ocupacionais e descontos considerados indevidos nos salários.
O Spitz Park Aventuras, conhecido como Spitz Pomer, negou as irregularidades apontadas. Segundo divulgado pelo portal ND Mais, a empresa afirmou que as informações divulgadas não correspondem à realidade e não refletem suas práticas.
A empresa declarou manter as relações trabalhistas de acordo com a legislação e afirmou que os documentos e informações necessários estão disponíveis aos órgãos responsáveis pela apuração.
O parque também informou não possuir histórico de reclamações relacionadas às situações mencionadas e disse estar à disposição para prestar esclarecimentos.








