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“Nada justifica”: candidata relata abordagem da PM em Jaraguá do Sul

Ela negou ter ameaçado ou agredido os policiais.

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A advogada e candidata a suplente ao Senado pelo PT, Fernanda Klitzke, contou ao ND+ como foi a abordagem policial que terminou com sua prisão durante uma confraternização em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina.

O episódio ocorreu na noite de sábado (12) e ganhou repercussão após imagens mostrarem a candidata sendo imobilizada e atingida por disparos de bala de borracha durante a ação.

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Fernanda afirmou que estava em uma festa que reunia integrantes do Partido dos Trabalhadores para comemorar os aniversários de cinco pessoas. Antes disso, segundo ela, havia participado de um evento com mulheres em Palhoça. Já em Jaraguá do Sul, a situação teria começado depois que um convidado chegou ao local com o som do carro ligado em volume alto.

Segundo a candidata, ela já estava na confraternização quando percebeu a movimentação do lado de fora. Fernanda disse que decidiu sair para tentar acalmar a situação e, nesse momento, viu uma policial militar imobilizando uma mulher. Ela contou que tentou pedir que a agente interrompesse a ação, mas acabou sendo envolvida na abordagem.

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Fernanda relatou que foi derrubada e caiu de costas. A partir daí, segundo seu depoimento, foi algemada e colocada dentro de uma viatura. Ela afirmou ainda que recebeu cerca de três disparos de bala de borracha na perna e sofreu uma lesão na mão.

A candidata disse que ainda sente dores decorrentes da queda e dos ferimentos. Além das consequências físicas, relatou ter ficado emocionalmente abalada com o episódio. Para Fernanda, o impacto psicológico da situação passou a ser uma preocupação tão importante quanto as lesões provocadas durante a abordagem.

Ela também negou ter ameaçado ou agredido os policiais. Fernanda afirmou que as imagens registradas durante a ocorrência ajudam, na avaliação dela, a esclarecer a forma como a intervenção aconteceu.

Outro ponto contestado pela candidata foi o relato da mulher que teria acionado a Polícia Militar por causa do som. Fernanda afirmou que essa pessoa não estava na rua durante a abordagem e, portanto, não teria acompanhado diretamente o que ocorreu no local.

Prisão ocorreu após intervenção na abordagem

Polícia Militar informou que foi chamada por uma moradora que reclamou do volume de um som e relatou que o barulho estaria deixando seu filho autista, de cinco anos, agitado. Conforme a corporação, um homem de 45 anos teria desacatado os policiais e recebido voz de prisão.

Ainda segundo a PM, Fernanda e outra mulher interferiram fisicamente na condução de uma das pessoas envolvidas e também receberam voz de prisão. A corporação afirmou que houve resistência durante a intervenção e que foram utilizados meios de menor potencial ofensivo para conter a situação.

Uma policial militar ficou ferida durante a ocorrência e também precisou de atendimento médico. Após serem conduzidos à delegacia, os envolvidos passaram pelos procedimentos relacionados ao caso.

A Polícia Militar informou que a atuação dos agentes será investigada pela Corregedoria-Geral da corporação, especialmente em razão do uso da força durante a ocorrência.

>> Leia também: Candidata a suplente ao Senado diz ter levado “mata-leão” da PM após ser atingida por tiros de borracha em Jaraguá do Sul

Caso teve repercussão política

Depois do episódio, entidades e lideranças políticas se manifestaram sobre a abordagem. A OAB de Jaraguá do Sul informou que acompanha o caso envolvendo Fernanda e colocou a estrutura institucional à disposição da advogada. A entidade também defendeu que os fatos sejam esclarecidos sem conclusões antecipadas.

O TRE-SC afirmou que acompanha os desdobramentos da ocorrência e destacou a necessidade de preservar um processo eleitoral seguro e democrático.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, pediu uma investigação sobre o episódio e defendeu que também seja verificado se houve eventual motivação política. Gelson Merisio, candidato ao governo de Santa Catarina pela mesma coligação de Fernanda, procurou o presidente do TRE-SC para solicitar uma apuração.

Décio Lima também se pronunciou e criticou a forma como Fernanda foi abordada, destacando as prerrogativas da advocacia e a necessidade de respeito aos direitos fundamentais.

Fernanda afirmou que a equipe jurídica da coligação já tomou providências e que pretende buscar a atuação de entidades representativas para acompanhar o caso. A ocorrência deverá ser analisada pelos órgãos responsáveis, que irão apurar as diferentes versões apresentadas sobre a abordagem.

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