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MPF investiga falhas estruturais e rompimento de cabos na Ponte Anita Garibaldi, em SC

O caso ganhou força após a ponte precisar ser fechada durante dez dias em julho.

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A Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, voltou a ser alvo de questionamentos sobre sua segurança. O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento para investigar as falhas identificadas na estrutura, incluindo o rompimento parcial de cabos no trecho estaiado. A apuração também pretende verificar se os problemas atuais têm relação com ocorrências registradas nos últimos anos.

O caso ganhou força após a ponte precisar ser fechada durante dez dias em julho para a execução de reparos emergenciais. Mesmo com a retomada do trânsito, a circulação não voltou completamente à normalidade.

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Atualmente, veículos com cargas excedentes superiores a 10 toneladas por eixo ou com largura acima de quatro metros continuam impedidos de utilizar a estrutura. O tráfego também permanece restrito a uma faixa em cada sentido.

Entre os pontos analisados pelo MPF está o Pilar 35, no vão central da ponte. Documentos técnicos apontaram danos parciais nos cabos identificados como 4E e 4D, responsáveis pela sustentação do trecho estaiado.

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A estrutura, que possui cerca de 2,8 quilômetros e integra a BR-101, é considerada fundamental para a ligação do Sul de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. Além do trânsito regional, a ponte tem importância para o transporte de cargas e o escoamento da produção.

A CCR ViaCosteira, responsável pela administração do trecho, informou que mantém o monitoramento da ponte e conduz estudos para avaliar a necessidade de novos reforços. Segundo a concessionária, a estrutura segue operando dentro das condições estabelecidas.

Histórico aumenta atenção sobre a estrutura

Os problemas atuais não são um episódio isolado. Em 2022, foram identificadas falhas em barras de ligação da laje inferior, levando à realização de intervenções e à retirada temporária dos veículos pesados da ponte. Na ocasião, parte do tráfego foi direcionada para a Ponte das Laranjeiras, em Cabeçuda.

Meses depois, testes de carga realizados em março de 2023 indicaram que a rigidez da estrutura havia sido recuperada. Com os novos problemas identificados neste ano, porém, o histórico passou a integrar novamente as avaliações das autoridades.

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também abriu um processo administrativo para investigar se as ocorrências podem estar relacionadas a possíveis defeitos de construção que não tenham sido identificados anteriormente.

Construída sob a gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Ponte Anita Garibaldi foi inaugurada em 2015 e passou a integrar o contrato de concessão da BR-101 em 2020. Agora, o MPF busca esclarecer as causas dos danos e verificar quais medidas deverão ser adotadas para garantir a segurança dos usuários.

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