Mulher descobre que marido registrou como filha dela criança que teve com amante em SC
A própria jovem que constava no documento também reconheceu que sua mãe biológica era outra mulher.
Uma descoberta feita anos depois do nascimento de uma menina levou uma moradora de Santa Catarina à Justiça. O nome da mulher aparecia na certidão de nascimento como mãe da jovem, embora nunca tivesse engravidado, convivido ou criado a pessoa registrada como sua filha.
O caso foi parar na 1ª Vara Cível de Porto União, no Norte do Estado, após a mulher tomar conhecimento da existência do registro. Conforme informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o documento havia sido feito pelo marido dela, já falecido, sem que ela tivesse conhecimento.
Durante o processo, a mulher explicou que a menina teria nascido de um relacionamento mantido pelo ex-marido fora do casamento. A partir da descoberta, ela buscou a Justiça para desfazer uma filiação que, segundo seu relato, nunca existiu na prática.
A própria jovem que constava no documento também reconheceu que sua mãe biológica era outra mulher e concordou com a mudança do registro. A versão foi reforçada por um exame de DNA, que não encontrou qualquer vínculo genético entre as duas.
A Justiça também analisou a relação existente entre elas. Uma avaliação social apontou que não havia vínculo afetivo ou histórico de convivência que caracterizasse uma relação de maternidade construída ao longo dos anos.
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Com a concordância da jovem e as provas apresentadas no processo, o juiz determinou a correção da certidão. O nome da mulher foi retirado do documento, assim como os nomes de seus pais, que apareciam como avós maternos.
A identidade das pessoas envolvidas e outros detalhes do caso não foram divulgados. O processo tramita em segredo de Justiça, por isso também não é possível saber há quanto tempo a mulher aparecia oficialmente como mãe da jovem.







