Doação de sangue fica mais fácil em SC após novas regras do Ministério da Saúde
Uma das principais novidades está relacionada às tatuagens, micropigmentações e piercings.
Quem pretende doar sangue em Santa Catarina precisa ficar atento a uma série de mudanças nos critérios de triagem. O Hemosc começou a aplicar as novas regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde, que alteram o tempo de espera para doadores que fizeram tatuagens, passaram por procedimentos médicos ou tiveram determinadas doenças.
Uma das principais novidades está relacionada às tatuagens, micropigmentações e piercings. Para procedimentos realizados em estabelecimentos com alvará sanitário regularizado, o intervalo caiu para apenas sete dias. Quando não há comprovação de regularização sanitária, o prazo é de quatro meses. No caso de piercings na boca ou na região genital, a doação só pode ocorrer quatro meses depois da retirada.
Outros procedimentos também tiveram os períodos reduzidos. Quem passou por endoscopia ou colonoscopia precisa aguardar quatro meses, contra os seis meses exigidos anteriormente. Para pessoas submetidas à cirurgia bariátrica, o prazo caiu de um ano para seis meses, desde que o peso esteja estabilizado.
A lista de mudanças inclui ainda pessoas que tiveram tuberculose. O período de impedimento, que chegava a cinco anos, passou para dois anos, independentemente de a doença ter atingido os pulmões ou outras partes do organismo.
O tratamento contra o câncer também ganhou uma nova regra. Em determinados casos, a pessoa poderá voltar a doar sangue cinco anos após o término do tratamento, desde que esteja confirmada a cura ou remissão. A alteração, porém, não contempla cânceres de células hematopoéticas, como linfomas e mielomas, que continuam sendo considerados impedimento definitivo para a doação.
Entre as demais atualizações está a redução de 12 para quatro meses no período relacionado a parceiros sexuais casuais. Já quem apresenta rinite poderá ser considerado apto assim que os sintomas desaparecerem, sem precisar cumprir o antigo intervalo de sete dias.
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Também houve revisão nos critérios para algumas doenças da tireoide. Pessoas com hipertireoidismo podem ser consideradas aptas quando não possuem diagnóstico de doença de Graves. A tireoidite de Hashimoto, que antes resultava em impedimento definitivo, também deixa de impedir a doação.
Apesar da ampliação das possibilidades para novos doadores, a avaliação individual continua obrigatória. Antes da coleta, cada candidato passa pela triagem clínica para verificar suas condições e garantir que o sangue possa ser utilizado com segurança nas transfusões.
As mudanças já estão em vigor no Hemosc. Em outras unidades de hemoterapia do país, a adoção dos novos protocolos ocorrerá de maneira progressiva, com prazo para implementação até 30 de setembro.







