Mordidas de macacos disparam em SC e acendem alerta para risco de raiva
Ao alimentar os saguis, os moradores fazem com que eles percam o medo das pessoas.
A aparência dócil dos saguis tem levado muitas pessoas a se aproximarem desses animais em Florianópolis, mas o contato pode terminar em acidentes. Somente entre 1º de janeiro e 3 de agosto deste ano, a capital catarinense contabilizou 83 ocorrências envolvendo macacos, principalmente casos de mordidas. O total já corresponde a aproximadamente 80% de todos os registros feitos durante 2025, quando foram confirmados 103 acidentes.
Segundo o G1, o aumento dos casos acompanha o crescimento da população de saguis na ilha. Considerada uma espécie exótica, ela se adaptou às áreas verdes da cidade e passou a circular com frequência em parques e matas. A Secretaria de Estado da Saúde alerta que, além dos ferimentos, as mordidas representam risco de transmissão da raiva, tornando indispensável o atendimento médico imediato.
Os dados revelam uma escalada nas notificações ao longo dos últimos anos. Foram 21 acidentes em 2022, 20 em 2023, 47 em 2024, 103 em 2025 e 83 até o início de agosto de 2026.
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Ainda segundo o G1, a infectologista Magali Chaves Luiz explica que o desmatamento aproxima os animais das regiões urbanas, mas destaca que o comportamento das pessoas também contribui para esse cenário. Ao oferecer alimentos aos saguis, os moradores fazem com que eles percam o receio da presença humana e passem a buscar comida cada vez mais perto das pessoas. Segundo a especialista, a maior parte das vítimas é formada por moradores da própria capital.
Em caso de mordida, a recomendação é lavar o ferimento apenas com água e sabão, sem utilizar álcool ou outros produtos, e procurar atendimento em um posto de saúde ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Como se trata de um animal silvestre, a pessoa mordida deve receber o soro antirrábico como medida de prevenção.







