Recém-nascido é morto asfixiado pelos próprios pais e tem corpo ocultado dentro de sacola plástica
Segundo os parentes, a gravidez havia sido mantida em segredo durante todo o período gestacional.
Um recém-nascido foi morto logo após o parto dentro de uma residência em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. De acordo com a investigação da Polícia Civil, o bebê nasceu com vida, mas foi asfixiado pelos próprios pais, que não desejavam a gravidez. Após o crime, o corpo da vítima foi colocado em uma sacola plástica.
O caso começou a ser descoberto quando a mãe, de 22 anos, procurou atendimento no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes poucas horas depois de dar à luz. Ao perceber que a paciente apresentava sinais de parto recente, mas estava sem o bebê, uma médica acionou policiais militares que faziam a segurança da unidade. A partir da comunicação, a Polícia Civil iniciou as buscas para localizar o bebê.
Durante as diligências, familiares informaram que o recém-nascido estava morto em um cômodo nos fundos da residência. O corpo foi encontrado e encaminhado ao hospital para os procedimentos periciais. Segundo os parentes, a gravidez havia sido mantida em segredo durante todo o período gestacional, e eles afirmaram desconhecer que a jovem estivesse esperando um filho.
Em depoimento, os pais confirmaram que o nenem nasceu com vida, mas apresentaram versões diferentes sobre a dinâmica do crime. A mulher confessou que participou da morte do bebê e afirmou que a decisão foi tomada logo após o parto, quando ela e o companheiro disseram que não queriam o filho. Já o homem atribuiu a asfixia à companheira e declarou que apenas colocou o corpo em uma sacola e tentou ocultá-lo após a morte.
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Os dois foram presos em flagrante e autuados por homicídio qualificado. Na última terça-feira (29), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do caso, a crueldade da conduta atribuída ao casal e o risco de interferência na investigação caso fossem colocados em liberdade.
O pedido de prisão domiciliar feito pela defesa da mãe também foi negado por falta de comprovação médica que justificasse a medida.
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