Um laudo da Polícia Federal concluiu que não foram encontrados vestígios de cocaína na carga de aproximadamente 260 toneladas de madeira de aroeira apreendida durante a Operação Timber Shield, realizada em 21 de junho.
O documento, elaborado pelo Setor Técnico-Científico da PF em Mato Grosso do Sul, contradiz a suspeita inicial divulgada na operação, que estimava a existência de grandes quantidades da droga impregnadas na madeira.
Segundo o laudo pericial, composto por 11 páginas e concluído no último dia 17, todas as análises laboratoriais realizadas apresentaram resultado negativo para a presença de cocaína nas amostras examinadas.
Os testes incluíram reagentes químicos, exames instrumentais e análises complementares em laboratórios especializados da Polícia Federal.
A carga havia sido interceptada durante uma força-tarefa que contou com a participação da Receita Federal, Exército Brasileiro e cooperação de autoridades dos Estados Unidos e da Aduana da Bolívia.
Na ocasião, foi divulgada a suspeita de que entre 20 e 50 toneladas de cocaína líquida estariam ocultas na madeira, o que poderia representar a maior apreensão de drogas da história.
Durante a perícia, os especialistas analisaram inicialmente fragmentos da madeira e, posteriormente, realizaram uma nova inspeção em Corumbá (MS), onde a carga permanecia armazenada.
No local, foram coletadas novas amostras de serragem e de lascas de madeira para exames adicionais, além da utilização de cães farejadores, espectrômetro a laser e testes químicos diretamente sobre o material.
Os cães não indicaram a presença de entorpecentes e todos os exames realizados nas amostras coletadas também apresentaram resultado negativo para cocaína ou qualquer outra substância ilícita.

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Parte do material ainda foi encaminhada ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, para análises complementares.
O laudo também destaca características da madeira de aroeira que, segundo os peritos, dificultam a hipótese de utilização do material para absorção de solução contendo cocaína.
De acordo com o documento, a espécie possui alta densidade, extrema dureza e baixa capacidade de absorção de umidade, fatores que tornam a madeira pouco adequada para esse tipo de ocultação.

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