Homem que matou ex-companheira e o filho dela com 142 facadas é condenado a mais de 116 anos de prisão
O Tribunal do Júri da Comarca de Forquilhinha condenou um homem a 116 anos, três meses e dez dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado, furto e incêndio majorado. O julgamento ocorreu na última sexta-feira (26), pouco mais de um ano após o crime que chocou Santa Catarina.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime aconteceu na madrugada de 23 de janeiro de 2025, quando o réu invadiu a casa da ex-companheira após não aceitar o fim do relacionamento.
A mulher foi morta diante do filho, de apenas 8 anos. A criança tentou defender a mãe, mas também foi assassinada. Ao todo, as vítimas foram atingidas por 142 golpes de faca, sendo 80 contra a mulher e 62 contra o menino.
Após os assassinatos, o homem fugiu levando o celular da vítima. Em seguida, ateou fogo na kitnet onde morava, colocando imóveis vizinhos em risco, e deixou a cidade. Horas depois, já em outro município, ele ligou para a polícia e confessou o crime.
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Durante o julgamento, os jurados acolheram todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. No caso do feminicídio, foram reconhecidos o motivo fútil, o meio cruel e o fato de o crime ter sido cometido na presença do filho da vítima. Já em relação ao menino, foram consideradas as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, por a vítima ser menor de 14 anos e por ter sido morta pelo padrasto.
Além da pena de prisão, o condenado deverá pagar R$ 200 mil por danos morais aos familiares das vítimas e R$ 50 mil ao proprietário da kitnet destruída pelo incêndio. O juiz também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, determinando o início imediato do cumprimento da pena.
Segundo a promotora de Justiça Rafaela Póvoas Cardozo Lehmann, a condenação representa uma resposta à gravidade do caso.
“Esse foi um caso bastante emblemático na cidade e a resposta da comunidade foi dada no sentido de não aceitar o cometimento desse tipo de crime bárbaro. Sabemos que as vítimas não voltarão após esse julgamento, mas ao menos a justiça foi feita”, afirmou.







