Saúde infantil em alerta: mais de 11 mil menores aguardam consultas especializadas em Blumenau
Desse total, 8.276 são crianças e 2.824 adolescentes.
A demora no acesso a consultas médicas especializadas para crianças e adolescentes em Blumenau motivou uma mobilização dos 15 conselheiros tutelares do município. O grupo encaminhou um ofício à Câmara de Vereadores solicitando apoio para que sejam adotadas medidas capazes de reduzir as filas de espera e assegurar o atendimento prioritário garantido por lei.
O documento foi aprovado pelo Colegiado Ampliado dos Conselheiros Tutelares em reunião realizada no dia 17 de junho. Além de levar a demanda ao Legislativo, os conselheiros convidaram os vereadores para participar de uma reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), realizada na última quinta-feira (25), com o objetivo de ampliar a discussão e construir alternativas para enfrentar o problema.
Os números apresentados ao CMDCA mostram que 11.100 crianças e adolescentes aguardam por consultas especializadas. Desse total, 8.276 são crianças e 2.824 adolescentes. A neurologia pediátrica concentra a maior fila, com 5.141 pacientes à espera.
Também há elevada demanda por atendimento em psicologia geral (2.102), fonoaudiologia (2.054), triagem para reabilitação mental de média e alta complexidade (1.549) e diagnose em otorrinolaringologia e fonoaudiologia (1.474). Endocrinologia pediátrica, cardiologia pediátrica e reabilitação do desenvolvimento neuropsicomotor também registram centenas de pacientes aguardando atendimento.
Em nota, a Secretaria de Promoção da Saúde informou que reconhece o cenário e explicou que a dificuldade para reduzir as filas está relacionada, principalmente, à escassez de especialistas, realidade que também afeta a rede privada. Conforme a prefeitura, o município realizou 54 chamamentos públicos para contratar profissionais, porém não houve interessados nas vagas.
Como alternativa, a administração municipal informou que está finalizando um edital para credenciar clínicas particulares, buscando ampliar a oferta de consultas e acelerar o atendimento da demanda reprimida. A secretaria afirmou ainda que mantém esforços permanentes para ampliar o acesso às especialidades e contratar novos profissionais.
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A Câmara de Vereadores também se manifestou sobre o tema. Em nota oficial, informou que recebeu o ofício encaminhado pelos conselheiros tutelares e destacou que a responsabilidade pela gestão da saúde é do Poder Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde. Ainda assim, o Legislativo afirmou que acompanhará a situação dentro de suas atribuições.
Segundo a Câmara, a Comissão Permanente de Saúde Pública já articula uma reunião entre representantes do Conselho Tutelar e da Secretaria de Saúde para discutir o problema e buscar encaminhamentos. A data do encontro ainda não foi definida.







