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Lei Seca completa 18 anos, mas álcool ao volante ainda provoca centenas de acidentes em SC

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Dezoito anos após a criação da Lei Seca, a combinação entre bebida alcoólica e direção continua sendo um dos maiores desafios para a segurança nas rodovias de Santa Catarina.

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Apesar da redução registrada nos índices de acidentes e mortes ao longo dos anos, os números mais recentes mostram que muitos motoristas ainda insistem em ignorar os riscos e as consequências da legislação.

Para marcar o aniversário da lei, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) promove nesta sexta-feira (19) uma mobilização especial em diversas regiões do estado.

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Além da fiscalização, a ação aposta na conscientização dos condutores por meio de atividades educativas que demonstram os efeitos do álcool no organismo e seus impactos na capacidade de dirigir.

Em Joinville, uma das principais operações ocorre na BR-101, rodovia que concentra intenso fluxo de veículos diariamente. A iniciativa reúne equipes da PRF, da concessionária Arteris Litoral Sul e da Escola Pública de Trânsito de Joinville (Eptran).

Uma das atrações da ação será a utilização de óculos que simulam alterações visuais e perda de reflexos causadas pela embriaguez. A experiência busca mostrar, de forma prática, como pequenas alterações na percepção podem aumentar significativamente o risco de acidentes.

Os números reforçam a importância desse trabalho. Somente em 2025, a PRF realizou mais de 318 mil testes de bafômetro em Santa Catarina. O resultado apontou 265 motoristas dirigindo sob efeito de álcool e cerca de 4,5 mil recusas ao exame.

As consequências dessa imprudência foram sentidas nas estradas. Ao longo do ano passado, o estado registrou 508 acidentes relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas. As ocorrências deixaram 415 pessoas feridas e provocaram 16 mortes nas rodovias federais catarinenses.

Em 2026, os dados continuam preocupando. Entre janeiro e maio, mais de 107 mil testes já foram aplicados pela PRF. Nesse período, 111 condutores foram flagrados embriagados e mais de 2 mil recusaram o bafômetro.

Os acidentes também seguem ocorrendo. Nos cinco primeiros meses do ano, foram contabilizadas 264 ocorrências ligadas ao consumo de álcool, resultando em 238 feridos e uma morte.

Embora os índices ainda sejam elevados, a Lei Seca produziu mudanças significativas desde sua implantação em 2008. Segundo dados históricos da PRF, os acidentes causados por embriaguez nas rodovias federais brasileiras caíram 40,2% nos últimos oito anos. O número de mortes apresentou redução ainda maior, chegando a 57,3%.

As punições previstas para quem desrespeita a legislação continuam rigorosas. Dirigir sob efeito de álcool ou se recusar a realizar o teste do bafômetro é uma infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por 12 meses.

Nos casos mais graves, quando o motorista apresenta elevado teor alcoólico ou sinais evidentes de embriaguez, a situação passa a ser enquadrada como crime de trânsito. Nesses casos, o condutor é encaminhado à delegacia e pode responder judicialmente, com pena que varia de seis meses a três anos de detenção.

A PRF destaca que a fiscalização permanente e as campanhas educativas seguem sendo ferramentas fundamentais para reduzir acidentes e preservar vidas. A avaliação é de que, apesar dos avanços conquistados em quase duas décadas, a conscientização dos motoristas ainda é indispensável para tornar as estradas mais seguras.

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