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Governo libera nova cota de tainha e amplia pesca por arrasto em 28 cidades catarinenses

A pesca por arrasto havia sido suspensa no dia 7 de junho.

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A temporada da tainha ganhou um novo capítulo em Santa Catarina. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União autorizou a captura de mais 430 toneladas do peixe na modalidade de arrasto, atendendo a uma reivindicação dos pescadores que enfrentaram uma safra marcada pela chegada irregular dos cardumes em diferentes pontos do litoral.

Do total liberado, 230 toneladas foram destinadas ao Litoral Norte. A cota contempla os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

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Outras 200 toneladas serão distribuídas entre Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

A ampliação foi definida após uma análise do Ministério da Pesca e Aquicultura sobre o desempenho da safra de 2026. O levantamento apontou que apenas três dos 28 municípios costeiros de Santa Catarina haviam alcançado níveis de captura semelhantes aos registrados em temporadas anteriores. O cenário mais preocupante foi observado no Litoral Norte, onde 12 das 14 cidades monitoradas registraram resultados abaixo da média histórica.

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A pesca por arrasto havia sido suspensa no dia 7 de junho após o esgotamento da cota inicialmente disponível. Dias depois, o governo sinalizou a retomada da atividade para parte do litoral, mas a autorização oficial dependia da publicação da nova portaria, que agora amplia o limite de captura para um número maior de municípios.

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De acordo com pescadores, a movimentação dos cardumes neste ano foi influenciada pelas condições do oceano, fazendo com que a abundância de tainhas fosse registrada em algumas áreas e praticamente inexistente em outras. Em cidades do Norte catarinense, onde tradicionalmente os peixes chegam mais tarde, a produção ficou muito abaixo da expectativa durante boa parte da temporada.

Iniciada em maio e prevista para seguir até o fim de julho, a pesca artesanal da tainha é uma das tradições mais emblemáticas do litoral catarinense. O sistema de cotas adotado pelo governo federal busca conciliar a atividade econômica com a preservação da espécie, limitando o volume de captura para garantir a reprodução dos peixes e a sustentabilidade da pesca nos próximos anos.

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