Detento foge de penitenciária em SC durante horário de pátio
A penitenciária abriga pouco mais de mil internos e é conhecida pelo modelo de trabalho prisional.
As forças de segurança de Santa Catarina estão em alerta após a fuga de um detento registrada na tarde de domingo (7) na Penitenciária Regional de Curitibanos. O preso, identificado como Carlos César Avi, natural de Atalanta, desapareceu da unidade por volta das 14h, durante o horário de atividades no pátio.
A ausência foi percebida ainda no decorrer da rotina interna, levando a equipe de plantão a acionar imediatamente o protocolo de segurança. Em poucos minutos, a situação já havia sido comunicada à Polícia Penal, que iniciou buscas na região e ampliou o alerta para outras forças de segurança do estado.
A resposta ao caso incluiu o deslocamento de equipes especializadas, como a Diretoria de Segurança e Operações (DSO) e o Grupo de Intervenção Tática (GTI), enviados para reforçar a unidade e apoiar as ações de recaptura. O caso também passou a ser acompanhado de perto pela SEJURI, que informou estar monitorando todas as etapas da operação.
A secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, foi até o complexo prisional localizado em São Cristóvão do Sul para acompanhar a situação presencialmente e alinhar estratégias com as equipes de segurança e a direção da unidade.
Enquanto as buscas seguem em andamento, a investigação interna já foi aberta para apurar como a fuga ocorreu e se houve falhas nos procedimentos de controle.
O episódio volta a colocar em evidência o sistema prisional da região, que integra o complexo de Curitibanos, estrutura que já havia registrado outra fuga recentemente.
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A penitenciária abriga pouco mais de mil internos e é conhecida também pelo modelo de trabalho prisional. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, o complexo possui uma grande área destinada a atividades produtivas, onde empresas privadas e setores públicos mantêm oficinas em parceria com a unidade.
Dentro dessas estruturas, os detentos atuam em diferentes frentes, como produção de estofados, camas box, reciclagem de materiais, confecção de roupas, peças automotivas e itens de madeira, além de atividades ligadas à alimentação e serviços internos.
O objetivo, segundo o CNJ, é ampliar as oportunidades de reintegração social por meio do trabalho, oferecendo qualificação e alternativas de renda após o cumprimento das penas.









