Moradores de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, registraram uma situação que acabou gerando grande repercussão nas redes sociais: uma operação de tapa-buraco realizada pela prefeitura cobriu parte da pintura feita por moradores para a decoração da Copa do Mundo de 2026.
O caso aconteceu na rua Cruzeiro e dividiu opiniões entre moradores e internautas.
As imagens gravadas na manhã de quinta-feira (21) mostram equipes da Prefeitura trabalhando na recuperação do asfalto enquanto parte dos desenhos e pinturas produzidos na via era coberta pelo material utilizado na manutenção.
O registro rapidamente viralizou e gerou críticas sobre a falta de aviso prévio à comunidade.
De acordo com relatos dos moradores, grupos estavam envolvidos na decoração da rua quando as equipes chegaram para iniciar os trabalhos.
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Alguns afirmaram que determinados trechos contemplados pela intervenção não apresentavam necessidade urgente de reparos, o que aumentou a insatisfação diante da situação.
As tradicionais pinturas nas ruas costumam marcar períodos de Copa do Mundo e fazem parte de uma prática cultural que mobiliza moradores em diversas cidades do país.
Com bandeiras, símbolos do futebol e cores do Brasil, a iniciativa costuma reunir famílias e vizinhos na preparação para o evento esportivo.
Após a repercussão, a Prefeitura de Itaquaquecetuba se manifestou por meio de nota.
Segundo a administração municipal, os serviços seguem um cronograma técnico previamente definido e a recuperação asfáltica na região teria sido solicitada pelos próprios moradores.
Ainda segundo a prefeitura, a manifestação contrária ao serviço representaria uma situação isolada.
O município também destacou que incentiva iniciativas culturais e esportivas relacionadas ao futebol e reforçou apoio às manifestações comunitárias.
Enquanto alguns internautas defenderam a realização das melhorias na infraestrutura da via, outros apontaram que uma comunicação prévia poderia ter evitado o desgaste e permitido que a decoração fosse realizada após a conclusão das obras.
O episódio acabou reacendendo debates sobre planejamento urbano e diálogo entre poder público e comunidade.
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