Igreja inicia processo que pode transformar freira catarinense em santa
Os primeiros encaminhamentos foram discutidos durante uma reunião realizada no Hospital Bom Jesus.

A história de dedicação da freira Paulina Sens à saúde e ao cuidado com os doentes começou a ganhar um novo capítulo em Santa Catarina. A Diocese de Rio do Sul deu início às articulações para abrir o processo de beatificação da religiosa, conhecida em diversas cidades do Alto Vale do Itajaí pelo trabalho humanizado realizado ao longo da vida.
Segundo divulgado pelo O Globo, os primeiros encaminhamentos foram discutidos durante uma reunião realizada no Hospital Bom Jesus, em Ituporanga, instituição onde a freira atuou durante décadas.
O encontro reuniu representantes da Igreja Católica e membros ligados à memória da religiosa para organizar os documentos e materiais necessários ao processo. A autorização para o início dos trabalhos foi concedida pelo bispo Dom Adalberto Donadelli Júnior.
Ainda segundo o Jornal O Globo, nesta fase inicial, a Igreja pretende reunir relatos de pessoas que conviveram com a irmã Paulina, além de cartas, escritos, objetos pessoais e registros históricos. Todo esse material servirá como base para a investigação sobre a vida, a missão religiosa e a reputação de santidade atribuída à freira por moradores da região.
A expectativa é de que a abertura oficial do processo aconteça em 22 de junho, data que marca os 24 anos da morte da religiosa. Uma celebração especial deve ser realizada em Ituporanga para homenagear a irmã Paulina e apresentar à comunidade os próximos passos previstos pela Igreja Católica.
Embora ainda não exista um milagre reconhecido oficialmente pelo Vaticano relacionado à religiosa, a irmã Paulina é lembrada com carinho por famílias do Alto Vale, especialmente por pacientes atendidos por ela durante décadas.
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De acordo com o O Globo, a beatificação exige uma série de etapas, incluindo análises sobre a trajetória de vida da pessoa e, normalmente, o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão.
Natural de Santa Catarina, Paulina Sens nasceu em 1919 e se formou em Enfermagem no Paraná. Integrante da Congregação das Irmãs Franciscanas de São José, dedicou a vida ao atendimento de enfermos em cidades como Blumenau, Witmarsum, Presidente Getúlio e Ituporanga. Ela morreu em 2002, aos 83 anos, deixando um legado de serviço e acolhimento na região.










