Dois anos de perseguição: mulher surge na empresa de empresário e caso vai parar na polícia em SC
A Polícia Militar foi acionada, porém a mulher já tinha ido embora.
O que já vinha causando preocupação há meses terminou em registro policial no Litoral Norte catarinense. Um empresário de Itapema decidiu procurar as autoridades após a mulher que, segundo ele, insiste em manter contato há cerca de dois anos, aparecer de forma inesperada em sua empresa no último domingo (12).
Segundo divulgado pelo G1, ao notar a presença da visitante, ele optou por não sair de casa, que fica próxima ao local, e acompanhou a situação pelas câmeras de segurança. A Polícia Militar foi acionada, mas quando a equipe chegou, a mulher já havia deixado o endereço. As imagens mostram que ela permaneceu por cerca de 45 minutos, acompanhada de uma criança, e chegou a conversar com um funcionário antes de ir embora.
O empresário relata que a situação começou ainda em 2024, durante ações voluntárias em áreas atingidas por enchentes no Sul do país. Na época, a mulher teria se aproximado oferecendo ajuda e mencionando possíveis doações internacionais. Com o passar do tempo, porém, o comportamento mudou: as mensagens passaram a ter conteúdos desconexos e, posteriormente, evoluíram para declarações amorosas sem qualquer reciprocidade.
O G1 também divulgou que, mesmo após bloqueios, as tentativas de contato continuaram por meio de diferentes números e perfis em redes sociais. Ele afirma que também passou a receber ligações em horários incomuns, inclusive durante a madrugada. Em uma das conversas, registrada por ele, o empresário nega qualquer interação prévia e reforça que nunca manteve vínculo com a mulher.
A suspeita, segundo o relato, sustenta a existência de um perfil falso que se passaria pelo empresário. No entanto, ele acredita que os próprios contatos partem dela e vê a justificativa como uma forma de encobrir as ações. Diante da escalada do caso, decidiu formalizar a ocorrência e buscar medidas judiciais, incluindo um possível pedido de restrição de aproximação.
>> LEIA TAMBÉM: Pix de R$ 500 para financiar atos de 8 de janeiro leva empresário catarinense a 14 anos de prisão
Além disso, por questões de segurança, ele informou que está se mudando para outro imóvel, em um condomínio, com o objetivo de reduzir a exposição. A equipe jurídica também trabalha para identificar os responsáveis pelos perfis utilizados e reunir provas para eventual responsabilização.
Ainda conforme o G1, até o momento, a Polícia Civil não confirmou se há investigação em andamento ou se o caso já está sendo tratado formalmente como perseguição. A mulher citada não foi localizada pela reportagem.
Especialistas explicam que a perseguição, conhecida como stalking, é caracterizada pela repetição de comportamentos que invadem a privacidade e afetam a liberdade da vítima, como insistência em contatos, monitoramento e tentativas de aproximação, podendo ainda estar associada a crimes como ameaça e violência psicológica.










