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Após mais de uma década, criadouro de primatas é fechado por irregularidades em Santa Catarina

O local funcionava amparado por decisão judicial provisória há anos.

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Uma operação conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis marcou o fim do último criadouro de macacos-prego em atividade no país. Instalado em Xanxerê, o local funcionava amparado por decisão judicial provisória há anos, mas foi desativado após a constatação de diversas falhas graves no cuidado com os animais.

As equipes de fiscalização encontraram um cenário preocupante: primatas debilitados, sem acesso adequado à luz natural e submetidos a condições que favoreciam estresse contínuo.

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Filhotes eram afastados das mães antes do tempo ideal, o que comprometia o desenvolvimento dos animais. Além disso, o espaço físico limitado impedia comportamentos essenciais da espécie, como escalar e interagir em grupo.

A retirada dos últimos 26 macacos-prego só foi possível com autorização judicial, já que houve resistência por parte do responsável pelo criadouro. Antes disso, uma operação já havia resgatado outros animais mantidos no local, entre aves e primatas, encaminhados a centros especializados em diferentes regiões do país. Ao longo do período em que esteve ativo, o estabelecimento declarou a comercialização de centenas de animais silvestres.

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Segundo relatos da equipe envolvida na ação, os animais eram mantidos com foco exclusivo na reprodução e venda, sendo tratados como produtos. O manejo incluía práticas que causavam medo, como o uso de jatos de água para controle, o que levou a comportamentos atípicos e dificuldade de socialização entre os primatas.

Após mais de uma década, criadouro de primatas é fechado por irregularidades em Santa Catarina

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Com o resgate, os macacos passaram a viver em um ambiente mais adequado, com áreas abertas, vegetação e estruturas que permitem atividades naturais. A expectativa é de que, com o tempo, eles recuperem a saúde e consigam retomar padrões normais de convivência em grupo.

O órgão ambiental alerta que a criação de primatas em ambiente doméstico não atende às necessidades desses animais e pode gerar impactos negativos tanto para eles quanto para as pessoas. A operação contou com o apoio de instituições parceiras e forças de segurança para garantir o transporte e acolhimento dos animais.

 

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