Notícias do Médio Vale do Itajaí

Grávida de 18 anos e bebê morrem após serem liberados de hospital em Indaial e caso gera revolta

A jovem grávida teve seu estado crítico de saúde percebido por agentes do posto de saúde de seu bairro, que a encaminharam novamente com urgência ao hospital.

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A morte de Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, grávida de 28 semanas, no dia 2 de abril de 2026, levanta questionamentos sobre a condução dos atendimentos médicos realizados nos dias que antecederam o desfecho.

Segundo a família, a jovem era cheia de vida e saudável e enfrentava uma gestação com diagnóstico recente de diabetes gestacional, identificado cerca de duas semanas antes.

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Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.
Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.

No dia 28 de março, sábado, Maria Luiza passou a sentir dores pelo corpo e procurou atendimento médico na segunda-feira (30), no Hospital Beatriz Ramos, onde foi encaminhada à ala de obstetrícia.

Na ocasião, recebeu medicação, hidratação com soro e realizou exames de sangue e urina, que não apontaram alterações.

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No dia seguinte, terça-feira (31), os sintomas persistiam, e acompanhada da mãe a jovem retornou ao hospital, sendo novamente examinada e medicada com soro.

Os resultados desta segunda ida ao hospital já apontavam queda nas plaquetas e mudanças na urina, e mesmo sob a condição de risco, a jovem recebeu liberação para voltar pra casa. Conforme as informações, a médica de plantão teria suspeitado de dengue, mas optou por não internar Maria Luiza.

Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.
Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.

No dia seguinte, quarta-feira, 1º de abril, a jovem apresentou melhora no período da manhã, mas voltou a relatar dores intensas no corpo e febre já durante a tarde.

Preocupada com a saúde da filha e do bebê esperado, Maria Luiza foi levada novamente ao pronto-socorro do Hospital Beatriz Ramos, onde, conforme a família, recebeu novamente, apenas medicação, sendo deixada poucas horas sob observação e logo em seguida, sendo liberada. Sem nenhum exame realizado pelo hospital naquele dia, o quadro da gestante já começava a se agravar ainda mais.

Na quinta-feira, 2 de abril, cansada de não obter respostas ou atenção detalhada ao caso, Maria estava extremamente cansada, apática, com manchas roxas por todo corpo e sinais de desidratação severa.

O quadro considerado preocupante foi identificado com a ajuda da equipe de atendimento do posto de saúde do bairro Tapajós, em Indaial.

Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.
Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.

A gestante de 18 anos foi prontamente encaminhada com urgência em um veículo da prefeitura de Indaial, junto de uma enfermeira, com destino, novamente, ao Hospital Beatriz Ramos, Maria Luiza foi prontamente atendida em meio à um estado crítico, e segundo profissionais, sem muitas chances de sobrevivência.

Em pouco tempo, a família foi informada que o quadro que até então não passava de uma “suspeita de dengue” agora, era de grave infecção generalizada, com risco de vida dela e do bebê.

Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.
Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.

Diante da situação, o médico plantonista solicitou vaga na UTI no Hospital Santo Antônio, em Blumenau. O SAMU de Indaial realizou a transferência imediata, e assim que chegou ao Hospital de Blumenau, passou rapidamente por avaliação prévia, seguida de uma cesariana de emergência, em apenas seis minutos, na ala de pronto-socorro.

Mesmo diante de tantas idas durante a semana ao Hospital de Indaial, Maria Luiza e sua filha não sobreviveram. A bebê nasceu sem batimentos cardíacos, e a jovem resistiu bravamente por uma hora após o procedimento.

Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.
Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.

Em entrevista exclusiva ao Portal Misturebas News, a mãe da jovem relata a indignação com a negligência médica, “olha só o absurdo, no último atestado dado pelo hospital, às 04h22 da manhã, o médico colocou que ela estava com gastroenterite não infecciosa, mandaram ela pra casa e ela foi até o posto … eles levaram ao hospital e quando eu fui chamada antes do meio dia, o médico já tinha me falado que ela estava com uma infecção generalizada”.

Segundo Luana, mãe da jovem, a gestante já estava com todo corpo comprometido, “eles já não tinham mais o que fazer por ela, eles tentaram de tudo pra salvar a bebê, mas ela ficou muito tempo sem receber insumos e não foi possível” relata a mãe de Maria Luiza.

Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.
Suspeita de negligência médica em hospital de Indaial: grávida e bebê morrem após serem dispensados. Foto: Misturebas News.

A morte precoce de Maria Luiza e de sua filha deixou a família devastada. Diante da sequência de atendimentos e do agravamento progressivo do quadro clínico, ficam questionamentos sobre o que teria levado a jovem a uma evolução tão rápida e fatal.

“Agora eu me pergunto: o que matou minha filha, tão jovem, tão cheia de saúde, tão linda? Meu Deus, como isso foi acontecer?”, desabafa a mãe.

>> Leia também: Pressionado pela família, condenado por estupro de vulnerável se entrega e é preso em Indaial

O caso levanta a necessidade de esclarecimentos sobre o diagnóstico, a evolução clínica e as condutas adotadas ao longo dos atendimentos, além de reforçar o alerta para a importância de uma investigação detalhada sobre o ocorrido.

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2 Comentários

  1. Meu amigo perdeu a namorada porque deram na época laudo de COVID. Mas na verdade era leptospirose. Sera que não foi o mesmo com esta garota?

    1. Enquanto so residentes estarem no atendimento e as vezes um profissional de unhas encravadas atenderem algo mais complexo, so dará nisso, e um hospital caso hbr, vir com uma nota chula, vocês podem pagar plano de saúde, mas quem nao pide, acha que pra nós vocês deveriam ser nossos salvadores, mas nao são, até quem tem câncer, dão soro e dicionário, e mandam embora, vocês são sim culpados dessa tragédia, duas vidas ceifadas, e uma família arrasada. Vocês tem que pagar, como um pai de família que saqueiam 1kilo de arroz e jogam na cadeia, vocês tiraram duas vidas, pra quem tem sentimentos nao podem deixar vocês impunes. O cachorro orelha teve âmbito nacional, espero que isso também ganhe a mesma dimensão, pois são dois seres vivos. Ou eram. Pura indignação desses que dizem um juramento falso.

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