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El Niño pode trazer mais chuva e aumentar risco de enchentes em Santa Catarina

Até junho, espera-se que o tempo permaneça mais seco.

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Santa Catarina deve enfrentar mudanças no clima no segundo semestre de 2026 com a chegada do fenômeno El Niño. Especialistas reunidos no 240º Fórum Climático Catarinense, incluindo meteorologistas da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, da Epagri/Ciram e do AlertaBlu, além de pesquisadores do IFSC e da UFSC, destacaram que os impactos ainda não podem ser previstos com precisão, mas a tendência é de aumento da chuva, especialmente na primavera, elevando o risco de alagamentos, enxurradas e cheias em diversas regiões do estado.

Até junho, espera-se que o tempo permaneça mais seco, com chuvas dentro ou abaixo da média, mantendo atenção em áreas com menor disponibilidade de água. As temperaturas devem apresentar queda gradual nas mínimas, mas ainda ficarão acima da média histórica.

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Episódios de frio intenso podem ocorrer a partir da segunda quinzena de maio, porém de forma breve e intercalados por períodos de aquecimento, padrão típico de anos com El Niño, quando o inverno apresenta temperaturas mais altas e incursões de frio menos duradouras.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, acima de 0,5 °C da média, interferindo na formação de nuvens e na distribuição de chuvas, o que altera ventos, calor e umidade em diversas partes do mundo. O fenômeno oposto, conhecido como La Niña, provoca resfriamento das águas do Pacífico e mudanças diferentes no clima.

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Historicamente, o El Niño foi identificado por pescadores no Peru e no Equador, que notaram redução na pesca durante águas mais quentes próximas ao Natal, dando origem ao nome, em referência ao Menino Jesus.

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Hoje, sabe-se que se trata de um fenômeno global que envolve oceano e atmosfera, ocorre de forma irregular, geralmente a cada dois a sete anos, e normalmente dura de nove meses a um ano, embora eventos mais longos, como o de 2015-2016, já tenham sido registrados.

No Sul do Brasil, o fenômeno está associado a temperaturas mais altas, maior frequência de dias quentes e ondas de calor, além de chuvas fortes e tempestades severas, que podem incluir ventos fortes e granizo. Em Santa Catarina, o aumento do calor e da umidade da Amazônia pode antecipar tempestades, tornando o final do inverno mais instável, com maior risco de enchentes, elevação dos rios e enxurradas entre setembro e novembro.

O El Niño não provoca eventos extremos isolados, mas aumenta a probabilidade de padrões de tempo severos, exigindo atenção da população e das autoridades.

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