Florianópolis lidera uso de drogas entre estudantes de 13 a 17 anos nas capitais do país
Quase 5% dos alunos relataram ter experimentado antes dos 14 anos.

Mesmo com a redução registrada nos últimos anos, Florianópolis segue no topo entre as capitais brasileiras quando o assunto é experimentação de drogas ilícitas entre adolescentes.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024 indicam que 15,6% dos estudantes de 13 a 17 anos da cidade já tiveram contato com essas substâncias ao menos uma vez na vida, um percentual bem acima da média das capitais, que é de 9,4%. Ainda assim, o índice é menor do que o observado em 2019, mostrando um cenário de recuo.
O levantamento, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, também revela que a capital catarinense apresenta maior incidência de início precoce no uso de drogas. Quase 5% dos alunos relataram ter experimentado antes dos 14 anos, patamar superior ao registrado nas demais capitais.
Apesar disso, esse número também caiu em relação à edição anterior da pesquisa. No contexto estadual, Santa Catarina acompanha a tendência de queda, com índices atuais inferiores aos de anos anteriores.
A análise por perfil dos estudantes mostra diferenças relevantes. As meninas lideram na experimentação ao longo da vida, enquanto os meninos aparecem à frente no consumo recente, considerando os 30 dias anteriores à pesquisa.
Já na comparação entre redes de ensino, os dados apontam maior prevalência tanto de uso quanto de início precoce entre alunos da rede pública em relação aos da rede privada.
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Outro destaque do estudo é o consumo recente, que também coloca Florianópolis na primeira posição entre as capitais, com 6,5% dos estudantes relatando uso no último mês, número, porém, inferior ao registrado anteriormente. A cidade ainda aparece com o maior percentual de uso de maconha, superando outras capitais como Porto Alegre.
Apesar dos índices elevados, o contato indireto com drogas parece menos frequente na capital catarinense. A proporção de alunos que afirmaram ter presenciado amigos usando substâncias ilícitas é menor do que a média das capitais brasileiras, o que indica um cenário distinto em relação à exposição social ao consumo.










