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Diretor de presídio é acusado de trocar regalias por carnes nobres, bebidas e favores em boate em SC

Segundo informações do MPSC, o diretor concedia favores ao detento em troca de produtos nobres e serviços em uma boate.

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O Ministério Público de Santa Catarina divulgou na última sexta-feira (20), detalhes sobre a denúncia envolvendo três pessoas de participarem de um possível esquema ilegal dentro do Presídio Masculino de Lages.

Entre os crimes associados estão: associação criminosa e corrupção passiva.

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Diretor de presídio é acusado de trocar regalias por carnes nobres, bebidas e favores em boate em SC. Foto: Reprodução / MPSC.

As investigações apuraram que o Diretor do presídio fazia parte de um esquema de troca de favores, tendo se associado com um detento da rede e sua esposa.

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Na prática, eram concedidos benefícios ilegais ao detento, para que o diretor recebesse em troca produtos refinados e serviços em uma boate, como forma de recompensa ao acordo.

Entre os possíveis favores concedidos ao apenado, conforme o Ministério Público de SC, estariam pedidos de visitas, transferência entre unidades prisionais, reversão de sanções, antecipação de decisões internas e remição de pena.

Segundo o MPSC, ainda houve uma tentativa de interlocução indireta com o Poder Judiciário para a concessão de benefícios na execução da pena, como forma de favor.

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Preso preventivamente desde a data da deflagração da Operação, o diretor foi exonerado da função pública poucas semanas depois.

Já o detento, cumpria a pena em liberdade, mas voltou para ao cárcere, em uma operação do Projeto Kratos.

Diretor de presídio é acusado de trocar regalias por carnes nobres, bebidas e favores em boate em SC. Foto: Reprodução / MPSC.MPSC

A denúncia já foi recebida pelo Poder Judiciário e o processo tramita em segredo de justiça. As informações que basearam a matéria foram obtidas através de divulgação do Ministério Público do Estado.

A Operação Carne Fraca, foi realizada em fevereiro deste ano, e contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do MPSC.

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