Notícias do Médio Vale do Itajaí

Após perder a perna em acidente de trabalho e enfrentar câncer, timboense luta por ajuda desde 2019

O pedágio em prol do caso acontece neste sábado, 14, das 8h às 12h, em diversos pontos de Timbó.

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O Misturebas Solidário traz hoje a história de Cristiane Santos de Jesus, timboense de 46 anos, que perdeu a perna esquerda após um acidente de trabalho, no dia 5 de dezembro de 2019, uma semana após descobrir um câncer no útero.

Cristiane havia sido contratada como confeiteira horista para atuar em uma rede de supermercados de Timbó.

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Cerca de dois meses após sua contratação, foi efetivada por sua dedicação e vasto conhecimento na área. Ela relata que aquele foi o melhor período de sua vida, já que estava finalmente trabalhando no setor de que gostava e com um salário considerado, na época, bom.

No dia 5 de dezembro, já indo bater o ponto para confirmar o final de sua carga horária de trabalho do dia, Cristiane chegou ao vestiário para trocar seu uniforme, quando sofreu uma queda de grande impacto no local.

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Após perder a perna em acidente de trabalho e enfrentar câncer, timboense luta por ajuda desde 2019

Em entrevista ao Misturebas News, a mulher relata que o ambiente tinha boa higienização, mas que ainda havia algum resíduo de ingredientes, como óleo ou água, que deixaram o chão muito escorregadio, causando sua queda.

Cristiane lembra que conseguiu se levantar do local com muita dificuldade e que, já sensibilizada com seu diagnóstico recente de câncer de útero, e acostumada a lutar mesmo diante das dificuldades do dia a dia, acreditou que conseguiria chegar em casa, tendo em vista que, na época, morava perto do local de trabalho.

Mas, pouco tempo depois, ainda sentia muita dor e já apresentava grande inchaço e hematomas escuros na perna, especialmente no joelho.

Conforme a dor foi aumentando, resolveu ir ao hospital para receber algum atendimento de emergência. Depois de vários exames, foi constatada a fratura no joelho e em várias partes da perna, além do rompimento de ligamentos e tendões, em decorrência do trauma sofrido.

Suas idas ao hospital tornaram-se cada vez mais frequentes, e o tratamento da perna precisou ser repensado, já que também era necessário tratar o câncer. Foi constatada, pelo médico da época, a necessidade de duas cirurgias de emergência: uma para a remoção do câncer e outra na perna esquerda. Naquele período, Cristiane sofria com sangramento uterino intenso, além de deficiência grave de vitaminas perdidas no processo.

Diante da complexidade do caso, relembra que procurou inúmeros hospitais e médicos para solucionar seus problemas, mas que enfrentou negligência médica algumas vezes, até encontrar o Dr. Ricardo, cirurgião ortopedista, a quem é muito grata pela imensa dedicação e cuidado em sua trajetória.

Com a agravamento do quadro, descobriu cinco tumores na perna em um curto período. Ela relata que, em sete anos, passou por oito cirurgias, cinco tumores benignos, um câncer de útero e uma amputação. Mesmo com todos os comprovantes de consultas médicas, internações, cirurgias, entre outros procedimentos, a empresa nunca manifestou nenhuma ajuda de custos para a ex-funcionária, que segue arcando com todo seu tratamento de forma particular.

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Cristiane conta que procurou a empresa diversas vezes, mas que nunca recebeu um posicionamento favorável ou qualquer tipo de ajuda. Diz que está disposta a estabelecer um acordo, mas que nunca foi procurada para isso. Ela ainda frisa que mensalmente gasta cerca de R$ 10 mil para conseguir se manter e que, caso seu salário não estivesse defasado, conseguiria se sustentar recebendo o valor correspondente à sua profissão previamente regulamentada em carteira de trabalho.

Até o momento, são sete anos de luta e de gastos arcados do próprio bolso. Ela lembra que seu marido trabalha, mas que sua atual situação demanda bastante cuidado, tornando o caso ainda mais delicado. Relembra que se mantém viva graças à sua forte espiritualidade, que a ampara diariamente, além do apoio incondicional do marido, filhas, genros e nora, que não medem esforços para garantir seu bem-estar.

Aos 46 anos, ela se vê sem a liberdade que tinha anteriormente e pontua que a ajuda de custos seria essencial para ela e para o suporte da família. Sem ter um cuidador enquanto seus familiares trabalham, muitas vezes relata que precisa passar horas deitada, por medo de levantar por impulso e esquecer que não possui mais o membro.

A remoção da perna aconteceu há quatro meses, com um período de adaptação delicado, já que além de física, a dor também é emocional. Em alguns momentos, ela se sente perdida, já que a vida mudou drasticamente em pouco tempo.

Neste sábado, 14 de março, das 8h às 12h, o Grupo Tretas Timbó realizará, em diversos pontos da cidade, um pedágio beneficente em prol do caso. A intenção é arrecadar fundos para custear as despesas de seu tratamento.

Para contribuir com algum valor em prol do caso, é possível enviar Pix para a chave: gabriellyvictoria5211@gmail.com – banco Inter.

Assista a entrevista completa sobre o caso abaixo!

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