Gestação na adolescência acende sinal de atenção em Brusque ao atingir 133 casos

Em 2025, Brusque registrou 133 gestações de crianças e adolescentes com idades entre 10 e 19 anos.
O número corresponde a 6% do total de gestantes do município.
Embora o índice esteja abaixo da média estadual, de 7,64%, os dados preocupam autoridades de saúde devido aos riscos clínicos e às consequências sociais associadas à gravidez precoce.
De acordo com o Executivo municipal, cerca de 80 dessas jovens realizam o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A gestação nessa faixa etária é considerada de maior risco, uma vez que o organismo ainda está em desenvolvimento. Entre as possíveis complicações estão anemia, hipertensão, parto prematuro e bebês com baixo peso ao nascer.
O médico especialista em Atenção Primária à Saúde, Fábio Martino Otero Ávila, destaca que o cenário exige monitoramento constante.
Segundo ele, os impactos vão além das questões físicas.
“É um fato que preocupa, principalmente pelos altos impactos na vida dessas meninas, tanto do ponto de vista de saúde quanto social”, afirma.
Outro ponto de atenção, conforme o especialista, é a baixa adesão ao uso de preservativos.
Além de evitar gestações não planejadas, o método é fundamental na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como sífilis e HIV, cujos registros vêm apresentando crescimento em diferentes regiões do país.
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As implicações sociais também são relevantes. Uma gravidez não planejada na adolescência pode resultar em evasão escolar ou dificultar a continuidade dos estudos, comprometendo perspectivas profissionais.
Em muitos casos, a jovem passa a depender financeiramente da família ou do parceiro, aumentando a vulnerabilidade social e a sobrecarga emocional diante das novas responsabilidades.
Como forma de prevenção, a rede pública de saúde reforça que preservativos são distribuídos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Além disso, profissionais oferecem orientações sobre planejamento reprodutivo e outros métodos contraceptivos, buscando ampliar o acesso à informação e reduzir os índices de gravidez precoce no município.










