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Professor de música é condenado a mais de 46 anos de prisão por abusos sexuais contra alunas em SC

Ele também terá de pagar R$ 20 mil de indenização a cada vítima.

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Um professor de música foi sentenciado a 46 anos, três meses e 22 dias de prisão em regime fechado após uma investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que revelou abusos sexuais contra pelo menos quatro alunas.

Esses acontecimentos ocorreram entre 2019 e 2024 e envolveram meninas com idades entre 12 e 16 anos. Além da pena privativa de liberdade, o condenado deverá indenizar cada uma das vítimas em R$ 20 mil por danos morais.

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A história começou a ser desvendada quando a mãe de uma jovem percebeu mudanças no comportamento da filha, que demonstrava inquietação e medo após as aulas de música.

Ao acessar o celular da adolescente, ela encontrou mensagens que relatavam os abusos por parte do professor. A partir daí, outras vítimas se manifestaram, trazendo à tona mais denúncias. Embora quatro meninas fossem o foco da condenação, relatos de situações anteriores também surgiram, mas esses casos não puderam ser processados devido à prescrição.

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O réu adotava um padrão de comportamento preocupante. Ele se aproveitava da confiança que suas alunas depositavam nele, utilizando as aulas, que eram desapegadas financeiramente, como uma oportunidade para tocar e beijar as jovens.

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Além disso, mantinha diálogos de natureza sexual, abordava questões sobre relacionamentos e, em algumas situações, oferecia caronas, estendendo os trajetos sem explicações adequadas. Essa dinâmica se desenrolou em duas cidades no Sul do estado, onde ele atuava como professor.

De acordo com o que foi apurado pelo MPSC, o homem até oferecia dinheiro às meninas, o que evidencia sua exploração, considerando que se tratava de crianças oriundas de famílias de baixa renda.

Além disso, ele as ameaçava para que não revelassem os abusos, alegando ter um parente policial que poderia intervir a seu favor e desacreditar os relatos das vítimas.

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