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Bancos vão antecipar contribuições e reforçar reservas do FGC após quebra do Banco Master

A decisão foi tomada nesta terça-feira (10).

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Responsável por garantir depósitos e aplicações financeiras em caso de quebra de instituições, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou um pacote de medidas para reforçar suas reservas depois do impacto causado pela liquidação do Banco Master.

Segundo informado pela Agência Brasil, a decisão foi tomada nesta terça-feira (10) pelo conselho do fundo, que busca recompor rapidamente a capacidade de pagamento diante das indenizações já realizadas e das que ainda estão previstas.

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A principal iniciativa é trazer para o presente recursos que só seriam pagos ao longo dos próximos anos. Os bancos associados irão adiantar o equivalente a cinco anos de contribuições, em três parcelas mensais.

Também está previsto o adiantamento de mais um ano de aportes em 2027 e outro em 2028, o que pode representar até sete anos de contribuições antecipadas.

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Além disso, as instituições aceitaram aumentar temporariamente o valor pago mensalmente ao fundo, com reajuste estimado entre 30% e 60% por pelo menos cinco anos.

Ainda segundo a Agência Brasil, pelas normas atuais, as instituições recolhem ao FGC 0,01% ao mês sobre o volume de produtos cobertos pela garantia. Títulos como o Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE) seguem regras próprias, com percentuais superiores, definidos conforme as características de cada operação.

Em manifestação oficial, o fundo informou que mantém diálogo com os bancos e com o Banco Central para definir os próximos passos e que uma decisão deve ser tomada em curto prazo.

Nos bastidores do mercado, também circula a possibilidade de direcionar parte do compulsório sobre depósitos à vista — valores que ficam retidos no Banco Central — para fortalecer o caixa do FGC. A medida, porém, depende de autorização da autoridade monetária, que ainda não anunciou posição sobre o tema.

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Até o momento, cerca de R$ 36 bilhões já foram pagos a credores do Banco Master, de um total superior a R$ 40 bilhões estimados. Ainda restam os ressarcimentos ligados ao Will Bank, que fazia parte do mesmo grupo e teve liquidação decretada posteriormente, com previsão de aproximadamente R$ 6,3 bilhões em garantias. Há ainda perdas relacionadas a empréstimos concedidos pelo próprio FGC a empresas do conglomerado.

Por fim, a Agência Brasil informou que, para representantes do setor financeiro, a recomposição das reservas é etapa necessária antes de uma eventual revisão das regras do fundo. Entre as propostas discutidas estão mecanismos mais rigorosos de supervisão contábil, limites à alavancagem e mudanças na forma de distribuição de produtos financeiros.

Bancos tradicionais de maior porte defendem ajustes, alegando que, nos últimos anos, parte das instituições menores teria ampliado riscos contando com a proteção oferecida pelo FGC.

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