Frio fora de época e temperaturas baixas marcam o início de 2026 com geada na Serra Catarinense
Geada surpreende a Serra Catarinense em pleno verão e transforma a paisagem

A primeira segunda-feira de 2026, dia 5, começou de forma incomum na Serra de Santa Catarina. Mesmo em pleno verão, o frio intenso favoreceu a formação de geada nas regiões mais elevadas, cobrindo de branco a paisagem e chamando a atenção de moradores e observadores do clima.
Em São Joaquim, os termômetros registraram mínima de 1,8°C, enquanto em Urubici a temperatura chegou a 4,13°C nas primeiras horas do dia.
A fina camada de gelo formada sobre a vegetação, árvores e superfícies naturais garantiu cenários típicos do inverno, contrastando com a estação do ano.
Apesar do frio ao amanhecer, as temperaturas máximas na Serra Catarinense não devem ultrapassar os 20°C ao longo desta segunda-feira.
O fenômeno da geada ocorre, geralmente, entre o final da madrugada e o início da manhã, em dias de céu limpo e sob influência de baixas temperaturas.
Nessas condições, a paisagem costuma amanhecer esbranquiçada, seguida por um céu azul ao longo do dia, característica comum após a dissipação do frio mais intenso.
Do ponto de vista técnico, a geada está associada ao congelamento do orvalho sobre as superfícies. O orvalho se forma a partir da condensação do vapor de água presente no ar, processo físico oposto à evaporação.
Quando a temperatura próxima ao solo se aproxima de 0°C, esse orvalho congela, dando origem à camada de gelo.
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Em termos científicos, a umidade do ar pode se transformar diretamente de vapor para gelo, processo conhecido como sublimação, ou ainda se condensar primeiro em gotas líquidas e, posteriormente, congelar.
As primeiras horas do dia reforçaram o clima peculiar da Serra Catarinense, onde a altitude exerce forte influência nas condições meteorológicas e permite registros de frio intenso mesmo durante o verão.
Esse comportamento climático singular transforma a paisagem e segue surpreendendo quem acompanha de perto as variações do tempo na região.
Há décadas, o meteorologista Ronaldo Coutinho observa e registra esses fenômenos, unindo experiência prática, sensibilidade e análise técnica do clima.
Segundo ele, episódios como esse evidenciam o caráter único da Serra de Santa Catarina, capaz de encantar e surpreender em qualquer estação do ano.
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