Vou ali e já volto: jovem avisa os pais no aeroporto e embarca como voluntário para a guerra na Ucrânia
Ele retornou pouco mais de um mês depois.
Um jovem de 22 anos, natural de Cascavel, no oeste do Paraná, decidiu deixar o Brasil para atuar como voluntário no conflito armado entre Ucrânia e Rússia. A viagem ocorreu em novembro de 2025 e foi mantida em sigilo até momentos antes do embarque, quando a família foi informada da decisão. O retorno ao país aconteceu em 15 de dezembro, após pouco mais de um mês em território ucraniano.
Segundo divulgado pelo G1, antes de seguir para a zona de guerra, o jovem havia servido como reservista do Exército Brasileiro no 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado, em Cascavel. Após o período militar, passou a trabalhar na área de segurança privada.
A escolha de integrar ações voluntárias no exterior causou impacto inicial entre familiares e amigos, especialmente pela comunicação tardia, mas, conforme relatado, a preocupação deu lugar à torcida por um desfecho seguro.
De acordo com o voluntário, a ida à Ucrânia foi resultado de uma decisão consciente, sem intenção de autopromoção. Ele ressaltou que as atividades desenvolvidas pelos estrangeiros seguem orientações específicas e protocolos de segurança, com atuação em áreas organizadas.
A experiência, segundo ele, permitiu vivenciar de perto a resistência da população ucraniana e a cooperação entre civis, voluntários e militares em meio às dificuldades impostas pela guerra.
O episódio ocorre em meio a um alerta do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que vem acompanhando o aumento do número de brasileiros que se alistam voluntariamente em conflitos armados no exterior.
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Ainda segundo o G1, o órgão destaca que há casos de mortes e de dificuldades para interromper a participação nesses combates, além de limitações na assistência consular, devido a contratos firmados com forças estrangeiras. A recomendação oficial é para que propostas desse tipo sejam recusadas.
A guerra na Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, após a autorização de uma ofensiva militar russa contra o país. Desde então, o conflito provocou um elevado número de vítimas, milhões de refugiados e combates intensos, principalmente nas regiões leste e sul.
Enquanto a Ucrânia recebe apoio militar e financeiro de países ocidentais, a Rússia enfrenta sanções internacionais. Mesmo com tentativas de negociação, o fim da guerra ainda não tem previsão.







